Os solventes não aquosos utilizados no preparo de formas ...

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Ano: 2010 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2010 - UFRJ - Farmacêutico |
Q111945 Farmácia
Os solventes não aquosos utilizados no preparo de formas farmacêuticas de uso parenteral são:

Alternativas

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O tema central desta questão é o uso de solventes não aquosos na preparação de formas farmacêuticas para uso parenteral. Para resolver esta questão, é necessário compreender o que são solventes não aquosos e quais são comumente utilizados em preparações farmacêuticas que serão administradas por vias que não envolvem o trato gastrointestinal, como injeções.

Alternativa correta: B - propilenoglicol e óleo de milho.

Os solventes não aquosos são aqueles que não utilizam água como meio. No contexto de formas farmacêuticas parenterais, é essencial que esses solventes sejam seguros e compatíveis com o corpo humano. O propilenoglicol é amplamente utilizado em formulações injetáveis devido à sua capacidade de dissolver uma ampla gama de substâncias medicinais, além de ser seguro e bem tolerado. O óleo de milho é outro solvente não aquoso que é utilizado, especialmente em formulações lipofílicas, pois é biocompatível e não irritante.

Análise das alternativas incorretas:

  • A - óleo mineral e glicerina: O óleo mineral não é comumente usado em formulações parenterais devido ao seu potencial de causar reações adversas quando injetado. A glicerina, embora possa ser usada em algumas preparações, geralmente não é a escolha principal para injeções.
  • C - miristato de isopropila e oleato de sódio: O miristato de isopropila é mais comumente utilizado em formulações tópicas, não parenterais. O oleato de sódio é um sal de ácidos graxos e não é apropriado para uso como solvente em preparações injetáveis.
  • D - etanol e dimetilformamida: Embora o etanol possa ser utilizado em algumas formulações, ele deve ser usado com cuidado devido ao potencial de irritação. A dimetilformamida é tóxica e não é segura para uso em formulações parenterais.
  • E - silicone e polietilenoglicol: O silicone é usado principalmente como lubrificante em seringas e não como solvente. O polietilenoglicol pode ser usado em algumas formulações, mas não é tão comum quanto propilenoglicol e óleos vegetais.

Ao analisar cada solvente, é importante considerar não apenas sua capacidade de dissolver medicamentos, mas também sua segurança e compatibilidade com o organismo para evitar efeitos adversos.

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Dentre os solventes não aquosos empregados em produtos parenterais estão: óleos vegetais fixos, glicerina, polietilenoglicois, propilenoglicol, etanol e vários outros utilizados com menos frequência, como: oleato de etila, miristato de isopropila e dimetilacetamida. Esses e outros veículos não aquosos podem ser usados desde que sejam seguros nas quantidades administradas e não interfiram na eficácia da preparação, nas respostas às análises e aos testes necessários.

ANSEL, Formas Farmacêuticas e Sistemas de Liberação de Fármacos - Cap. 15/ Pag. 443.

A alternativa correta é a B: propilenoglicol e óleo de milho.

1. Por que a alternativa B é a correta?

O preparo de medicamentos injetáveis (parenterais) exige veículos que sejam seguros, não irritantes e capazes de dissolver o fármaco. Quando a água não é um solvente adequado, a farmacotécnica

utiliza veículos não aquosos, que se dividem em dois grupos principais:

Veículos miscíveis com a água (Poliálcoois): O propilenoglicol é um dos exemplos mais importantes. Ele é um líquido incolor, inodoro e considerado fisiologicamente inativo, sendo recomendado para dissolver substâncias como barbitúricos e vitaminas que são instáveis em água.

Veículos imiscíveis com a água (Óleos Fixos): São óleos de origem vegetal utilizados para fármacos lipofílicos. A Farmacopeia Brasileira e outras compendiadas incluem especificamente o óleo de milho, além dos óleos de amendoim, gergelim e algodão, para a preparação de soluções injetáveis.

2. Por que as outras alternativas estão incorretas?

A (Óleo mineral): O óleo mineral (parafina líquida) não deve ser injetado, pois não é metabolizado pelo organismo e pode causar reações graves, como granulomas [Informação corroborada pela distinção de óleos fixos em 46 e 504].

C (Miristato de isopropila): Embora seja um solvente, ele é citado nas fontes principalmente para o preparo e diluição de formas semissólidas (cremes e pomadas) ou para testes de laboratório, não sendo um veículo padrão para injetáveis.

D (Dimetilformamida): Esta substância é classificada como um solvente residual de Classe 2, o que significa que seu uso deve ser limitado devido à sua toxicidade inerente. Não é utilizada como veículo de formulação parenteral.

E (Silicone): Silicones líquidos são usados em situações muito específicas (como lubrificação de seringas ou formulações oftálmicas especiais), mas não compõem o grupo clássico de solventes não aquosos para uso parenteral geral como os óleos vegetais.

Fonte: Tecnologia farmacêutica do Prista

    Farmacopeia brasileira Vol. I e II

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