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Jovens têm dificuldade de pegar o telefone e marcar uma consulta, diz pesquisadora americana 


Há alguns anos, a psicolinguista americana Maryellen MacDonald passou a observar uma mudança no comportamento de estudantes universitários: momentos antes marcados por conversas presenciais tornaram-se silenciosos, com alunos concentrados em seus celulares. Essa transformação indicaria uma alteração nos hábitos comunicativos da geração Z, caracterizada por uma redução nas habilidades de interação.


Atividades simples, como fazer uma ligação para marcar uma consulta, passaram a ser vistas com dificuldade por muitos jovens. Embora esse comportamento não seja universal, há uma tendência de evitar interações diretas, seja por telefone ou presencialmente, muitas vezes substituídas por mensagens.


Essa mudança também afeta a escrita, pois está associada à diminuição dos hábitos de leitura. Com menos contato com textos, os jovens apresentam maior dificuldade em organizar e expressar ideias de forma mais elaborada.


Dados recentes apontam uma redução nas interações sociais presenciais. Muitos jovens relatam sentir-se mais solitários, ter menos amigos e menor frequência de convivência. Apesar de desejarem essas relações, afirmam que a interação direta provoca ansiedade, levando à preferência por formas de comunicação mediadas.


As consequências se estendem ao ambiente de trabalho, onde dificuldades de comunicação comprometem tarefas básicas, como falar com colegas, participar de reuniões ou realizar apresentações. Diante disso, algumas empresas passaram a oferecer treinamentos específicos para desenvolver essas habilidades.


 A pesquisadora destaca que falar é um exercício cognitivo importante, pois envolve atenção, memória e organização do pensamento. A prática da fala contribui para o aprendizado, ajuda na regulação emocional e favorece a saúde mental ao longo da vida. 


Embora os jovens estejam expostos à linguagem por meio de conteúdos digitais, compreender não exige o mesmo esforço que falar. Por isso, a falta de prática prejudica o desenvolvimento dessas habilidades.


Entre os fatores que explicam esse cenário, estão o isolamento social recente, a forte presença do celular e a tendência de alguns pais a evitar que os filhos enfrentem situações desafiadoras. Ao assumir tarefas por eles, acabam limitando o desenvolvimento da autonomia.


Para a pesquisadora, é importante que jovens tenham oportunidades de praticar a comunicação, mesmo em situações que gerem algum desconforto. O desenvolvimento dessas habilidades depende de exercício contínuo, assim como ocorre em outras áreas.


Ela também destaca a importância de ambientes que favoreçam a interação, como a redução do uso de celulares em sala de aula. A combinação entre prática e orientação ajuda a recuperar competências comunicativas que vêm sendo menos exercitadas nas novas gerações.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyv5drq3z4qo.adaptado. 

Essa mudança também afeta a escrita, pois está associada à diminuição dos hábitos de leitura.

Assinale a alternativa CORRETA quanto à identificação de dígrafo na frase. 

Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em "Essa mudança também afeta a escrita, pois está associada à diminuição dos hábitos de leitura.", aplica-se o conceito de dígrafo: duas letras representam um só fonema. Nesse trecho, "ss" em "associada" representa um único fonema consonantal /s/, o que valida a alternativa A; já "ei", "cr" e "ém" não se enquadram, nas alternativas, como dígrafos pelo critério correto.

Tema central: Identificação de dígrafo
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque, em "associada", o segmento "ss" é dígrafo consonantal: há duas letras para representar um único som consonantal. O critério decisivo é fonológico e ortográfico ao mesmo tempo: não basta haver duas letras; é preciso que elas correspondam a um só fonema. É exatamente isso que ocorre com "ss" nessa palavra.
B
Errada
A alternativa erra ao classificar "ei" de "leitura" como dígrafo vocálico. Pela base, "ei" é encontro vocálico, não duas letras representando um único fonema. O erro está em tomar qualquer sequência de duas vogais como dígrafo.
C
Errada
A alternativa erra porque "cr" em "escrita" é encontro consonantal, não dígrafo consonantal. Cada consoante mantém valor sonoro próprio na pronúncia, portanto não há um único fonema representado por duas letras.
D
Errada
A alternativa erra no critério usado para validar "ém" em "também": o acento agudo não cria dígrafo nem comprova, por si só, nasalização representada por duas letras. Pela base, a sequência "ém" não pode ser aceita como dígrafo vocálico nos termos em que a alternativa formulou a justificativa.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre dígrafo, encontro vocálico, encontro consonantal e nasalização, além da falsa ideia de que acento gráfico serve para identificar dígrafo.
Dica para questões semelhantes
  • Confirme sempre o critério central: dígrafo só existe quando duas letras representam um único fonema.
  • Não classifique duas vogais seguidas automaticamente como dígrafo; pode ser apenas encontro vocálico.
  • Não classifique duas consoantes juntas automaticamente como dígrafo; pode ser encontro consonantal.
  • Não use o acento gráfico como prova de dígrafo; acento não é elemento definidor desse fenômeno.

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Comentários

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Acertei mas tive que pesquisar sobre a D, segue:

Como vimos, o dígrafo exige que duas letras abram mão de suas identidades para soar como um único fonema (som).

  • Na palavra as-so-ci-a-da, as duas letras "ss" se unem para fazer o som puro de /s/. É o exemplo clássico de dígrafo consonantal.

Essa alternativa foi desenhada especificamente para pegar o candidato que decorou o conceito de dígrafo vocálico por cima.

Muitos pensam: "Se AM e EM são dígrafos vocálicos, então 'também' tem dois dígrafos". Cuidado! Isso só vale se eles estiverem no início ou meio das palavras.

  • No início de tam-bém: O "am" é dígrafo vocálico. Você não ouve o "m", você só ouve um "a" com som de nariz ($t\tilde{a}$).
  • No final de tam-bém: O "ém" de final de palavra se comporta como um ditongo na nossa boca. Perceba que, ao falar naturalmente, você diz "tambéj", soltando um som de "i" sutil antes de fechar os lábios. Como há dois sons perceptíveis (a vogal "e" e a semivogal "i" nasalizadas), a gramática classifica o final -ém e -am (como em falaram) como ditongos nasais, e não como dígrafos.

Para matar qualquer questão de dígrafo da Fundatec ou da FCC, divida a sua mente assim:

  1. Dígrafos Consonantais Fixos: CH, LH, NH, RR, SS (Sempre serão dígrafos).
  2. Dígrafos Consonantais Dependentes: GU, QU, SC, SÇ, XC (Só são dígrafos se você não ouvir a segunda letra. Ex: queijo é dígrafo, mas quarto não é, porque você ouve o som do u).
  3. Dígrafos Vocálicos: Vogal + M ou N na mesma sílaba (Ex: anta, tempo, lindo). Regra de ouro: Nunca vale para o -am e -em no finalzinho da palavra!

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