A repetição de fonemas consonantais nesse texto é chamada de:
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Tema central: A questão aborda figuras de linguagem, mais especificamente as figuras de harmonia ou de som, cuja identificação e classificação são habilidades fundamentais para concursos, especialmente em cargos de magistério.
Justificativa da alternativa correta – B) Aliteração:
Por norma-padrão da Língua Portuguesa e conforme as gramáticas de Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), aliteração é a repetição intencional de sons consonantais em sílabas ou palavras próximas, proporcionando efeito sonoro e expressivo ao texto.
Observe no trecho analisado: “Segue o seco sem sacar que o caminho é seco, sem sacar que o espinho é seco...”. O som “s” repete-se de modo marcante, intensificando a ideia de aridez e reforçando a expressividade do texto. Esse efeito é típico da aliteração.
Análise das alternativas incorretas:
A) Assonância: Apesar de semelhante à aliteração, refere-se à repetição de sons vocálicos (vogais), e não de consoantes. Não é o que ocorre no texto.
C) Onomatopeia: Essa figura ocorre quando a palavra imita determinado som natural (“tic-tac”, “boom”). O texto não apresenta nenhuma palavra desse tipo.
D) Paranomasia: Consiste no emprego de palavras de sons parecidos, mas significados distintos (“conselho”/“concelho”). No caso em análise, há sim repetição de sonoridade, mas ela se concentra num único fonema, sem a exploração de pares semânticos, logo não se caracteriza como paronomásia.
Estratégias para resolver questões desse tipo:
- Leia o trecho atentamente, focando nas repetições sonoras.
- Diferencie se a repetição é de consoantes (aliteração) ou vogais (assonância).
- Cuidado para não confundir sonoridade com imitação de sons reais (onomatopeia) ou mera semelhança entre palavras diferentes (paronomásia).
Resumo: A alternativa correta é B) Aliteração, pois há repetição de fonemas consonantais (“s”), criando o efeito típico exigido para essa figura de linguagem.
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GABARITO: LETRA B
Figuras de Palavras.
- Catacrese: emprego de uma palavra no sentido figurado por não haver um termo próprio. Ex.: “A perna dos óculos”.
- Metáfora: estabelece uma relação de semelhança ao usar um termo com significado diferente do habitual. Ex.: “A menina é uma flor”.
- Comparação: parecida com a metáfora, a comparação é uma figura de linguagem usada para qualificar uma característica parecida entre dois ou mais elementos. No entanto, no caso da comparação, existe uma palavra de conexão (como, parecia, tal, qual, assim, etc.). Ex: "O olhar dela é como a lua, brilha maravilhosamente".
- Metonímia: substituição lógica de uma palavra por outra semelhante. Ex.: “Beber um copo de vinho”.
- Onomatopeia: imitação de um som. Ex.: “trrrimmmmm” (telefone).
- Perífrase: uso de uma palavra ou expressão para designar algo ou alguém. Ex.: “Cidade Luz” (Paris).
- Sinestesia: mistura de diferentes impressões sensoriais. Ex.: “O doce som da flauta”.
Figuras de Pensamento.
- Antítese: palavras de sentidos opostos. Ex.: bom/mau
- Paradoxo: referente a duas ideias contraditórias em uma só frase ou pensamento. Ex: "Ainda me lembro daquele silêncio ensurdecedor”.
- Eufemismo: intenção de suavizar um fato ou atitude. Ex.: “Foi para o céu” (morreu).
- Hipérbole: exagero intencional. Ex.: “Morto de sono”.
- Ironia: afirmação contrária daquilo que se pensa. Ex.: “É um santo!” (para alguém com mau comportamento).
- Prosopopeia ou Personificação: atribuição de predicativos próprios de seres animados a seres inanimados. Ex.: “O sol está tímido”.
Figuras de Construção.
- Aliteração: repetição de um determinado som nos versos ou frases. Ex: “O rato roeu a roupa...”.
- Anacoluto: alteração da construção normal da frase. Ex.: “O homem, não sei o que pretendia”.
- Anáfora: repetição intencional de uma palavra ou expressão para reforçar o sentido. Ex.: “Noite-montanha. Noite vazia. Noite indecisa. Confusa noite. Noite à procura, mesmo sem alvo”. (Carlos Drummond de Andrade).
- Elipse: omissão de um termo que pode ser identificado facilmente. Ex.: “No trânsito, carros e mais carros”. (há).
- Pleonasmo: repetição de um termo, redundância. Ex.: “Subir para cima”.
- Polissíndeto: repetição da conjunção entre os termos da oração. Ex.: “Nem o céu, nem o mar, nem o brilho das estrelas”.
- Zeugma: omissão de um termo já expresso anteriormente. Ex: “Ele gosta de Inglês; eu, (gosto) de Alemão”.
- Silepse: concordância com a ideia que se quer passar, um termo oculto, e não com o termo da frase. Ex: "a linda (ilha de) Fernando de Noronha".
FONTE: significados.com
No que tange à repetição, grave estes três fenômenos:
Anáfora → repetição da palavras
Exemplo:
- Eu me remexo muito
- Eu me remexo muito
- Remexo
- Muito
Assonância → repetição de vogais
- Vamos fugir, deste lugar, baby
- Vamos fugir
- Tô cansado de esperar
- Que você me carregue
Aliteração → repetição de consoantes
Exemplo:
- Três Pratos de Trigo Para Trinta Tigres Tristes
Aqui está um resumo das figuras de linguagem mencionadas:
- Definição: Repetição de sons vocálicos (vogais) em palavras próximas dentro de uma frase ou verso. É uma figura de som usada para criar musicalidade ou ritmo no texto.
- Exemplo: "O eco do vento no céu."
- Definição: Repetição de sons consonantais em palavras próximas ou sucessivas. Também visa criar um efeito sonoro, como rima ou musicalidade.
- Exemplo: "O som do som do silêncio."
- Definição: Uso de palavras que imitam sons naturais ou ruídos do cotidiano, criando uma representação sonora no texto.
- Exemplo: "O tic-tac do relógio."
- Definição: Uso de palavras de sons semelhantes, mas com significados diferentes, para criar um jogo de palavras. Pode gerar humor ou trocadilhos.
- Exemplo: "Ele fez a festa no trabalho."
Essas figuras de linguagem são focadas na sonoridade e ritmo das palavras, sendo utilizadas para criar efeitos estilísticos no discurso e nas obras literárias.
1. Assonância
É a repetição de sons vocálicos (vogais) idênticos ou semelhantes em sílabas tônicas. Ela cria um efeito de "eco" suave.
- Exemplo: "A linha fina da menina de Lima." (Repetição do som /i/).
- No poema de Drummond: "...atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me." (Repetição do som nasal /me/).
2. Aliteração
É a repetição de sons consonantais (consoantes), geralmente no início ou no meio das palavras. Serve para dar ritmo ou imitar sons da natureza.
- Exemplo: "O rato roeu a roupa do rei de Roma." (Repetição do som /r/).
- Exemplo famoso: "Vozes veladas, veludosas vozes" (Cruz e Sousa - repetição do /v/ para sugerir sussurro).
3. Onomatopeia
É a criação de uma palavra para imitar um som real (objetos, animais, fenômenos da natureza).
- Exemplos: Tique-taque (relógio), Atchim! (espirro), Miau (gato), Bum! (explosão).
4. Paranomásia
É o uso de palavras parônimas (sonoridade parecida, mas significados diferentes) próximas uma da outra. É o famoso "trocadilho".
- Exemplo: "Quem casa, quer casa." (Uso do verbo e do substantivo).
- Exemplo clássico: "Exportar é o que importa."
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