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Q3329657 Técnicas em Laboratório
A biotecnologia tem contribuído intensamente e há décadas em pesquisas na área de saúde, especialmente para o desenvolvimento de imunobiológicos. Desde o início da pandemia da Covid-19, várias indústrias farmacêuticas têm investido muito na tecnologia de RNA mensageiro para o desenvolvimento de vacinas. Em relação a algumas características dessas vacinas de RNAm para a Covid-19, pode-se considerar a seguinte: 
Alternativas

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Tema central: vacinas de RNAm contra a Covid-19. Elas entregam ao citoplasma um RNAm que codifica a proteína S (Spike) do SARS-CoV-2, permitindo sua tradução e posterior apresentação de peptídeos via MHC, induzindo resposta humoral e celular. Não há etapa nuclear nem integração ao genoma (WHO, CDC, UpToDate, Harrison).

Alternativa correta: CJustificativa: o RNAm vacinal codifica apenas a proteína S, não contendo genes virais de replicação ou qualquer informação para produzir outras proteínas virais. Embora o RNAm inclua elementos não codificantes (5’ cap, UTRs, poli(A), nucleosídeos modificados) que otimizam estabilidade e tradução, ele só instrui a célula a produzir a Spike. Isso é central para a segurança e eficácia das vacinas de RNAm (WHO; CDC “Myths and Facts”; UpToDate – Principles of mRNA vaccines).

Análise das incorretas

A) Falsa. O RNAm é intrinsecamente instável e suscetível a RNases; por isso é encapsulado em nanopartículas lipídicas (LNP) para proteção e entrega ao citoplasma, além de exigir cadeia de frio rigorosa (UpToDate; CDC). RNAm “isolado” seria rapidamente degradado e pouco traduzido.

B) Falsa pelo enfoque. Células do sistema imune (ex.: dendríticas) realmente endocitam LNPs, mas o objetivo é o escape endossomal do RNAm para o citoplasma e sua tradução, não sua simples degradação. Se apenas o degradassem, não haveria antígeno para apresentação. Parte é degradada, mas a porção funcional gera proteína S que é processada e apresentada em MHC I/II (Harrison; UpToDate).

D) Falsa. O RNAm vacinal não entra no núcleo, não vira DNA e não altera o genoma. Não há transcriptase reversa fornecida pela vacina e o tráfego do RNAm é citoplasmático (WHO; CDC). Esse é um mito recorrente em provas.

E) Falsa/imatizada. Após a morte celular, a Spike pode ser capturada por APCs e continuar a ser apresentada (cross-priming), prolongando a resposta imune. Não é “degradada em seguida” de forma que cesse a apresentação antigênica imediatamente; a degradação ocorre, mas com janela de persistência antigênica (Harrison; UpToDate).

Estratégia de prova: procure palavras-âncora. “Genoma/núcleo” em vacinas de RNAm é alerta de erro. “Estabilidade alta” também costuma estar errada. Para a correta, associe “codifica só Spike” e lembre que demais elementos são reguladores não codificantes.

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