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Q3329652 Técnicas em Laboratório
Segundo dados atualizados em 30/01 pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou nas quatro primeiras semanas de 2024 mais de 217 mil casos de dengue, O número é mais que o triplo de notificações do mesmo período em 2023: 65.366. Deste modo, mais do que nunca, é necessário o combate da transmissão do vírus e que seja realizado o diagnóstico o mais rápido possível para que seja ministrado o tratamento adequado. Para tanto, o diagnóstico da dengue nos primeiros dias da infecção (até o 5º dia do início da sintomatologia), quando o vírus está se replicando ativamente no organismo, deverá ser realizado utilizando as seguintes metodologias:  
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: diagnóstico laboratorial da dengue na fase aguda precoce (até o 5º dia), quando há viremia alta. Nessa janela, priorizam-se métodos de detecção direta do vírus ou de seus antígenos.

Alternativa correta: B — Podem ser utilizados RT-PCR em tempo real e pesquisa do antígeno NS1. Dengue é um Flavivirus de RNA; portanto, o teste indicado é RT-PCR (transcrição reversa) preferencialmente em tempo real, com alta sensibilidade na fase virêmica (dias 1–5). O NS1, proteína secretada pelo vírus, é detectável no sangue nos primeiros dias e auxilia quando a sorologia ainda é negativa. Diretrizes do Ministério da Saúde, OMS/OPAS e UpToDate recomendam esses métodos como padrão para diagnóstico precoce.

Estratégia de prova: ao ler “até o 5º dia”, pense em detecção direta: RT-PCR/NS1. Evite anticorpos (especialmente IgG) nessa janela.

Por que as demais estão incorretas?

A. Inoculação em meio RPMI e posterior sorotipagem: o RPMI é meio para cultivo de células, não um sistema padronizado para isolar dengue diretamente de amostra clínica. Isolamento viral exige linhas celulares (p.ex., C6/36, Vero) com infraestrutura especializada, é demorado e não recomendado para diagnóstico de rotina na fase aguda, segundo o MS/OMS.

C. Gram de LCR para caracterizar sorotipos: o Gram detecta bactérias no LCR. Vírus não são visualizados ao microscópio de luz por coloração de Gram; não há “morfologia/tintorial” útil para sorotipagem de dengue. Além disso, LCR não é amostra de escolha para dengue não complicada.

D. Corantes como Giemsa, Gram e lactofenol de Amann com azul de algodão (este último típico para fungos) não servem para identificar ou sorotipar dengue. Vírus são submicroscópicos; Giemsa pode corar células/inclusões, mas não diferencia sorotipos de dengue.

E. PCR convencional e IgG específico: mesmo que PCR convencional detecte RNA, as diretrizes priorizam RT-PCR em tempo real pela sensibilidade, rapidez e menor risco de contaminação. Já o IgG não confirma infecção aguda precoce; aparece tardiamente (ou indica infecção prévia). Para a janela inicial, usam-se RT-PCR e/ou NS1; a IgM começa a positivar geralmente a partir do 5º dia.

Dicas práticas: até D5 → RT-PCR/NS1; após D5 → IgM e, se necessário, sorologia pareada. Em infecção secundária, a sensibilidade do NS1 pode cair; valorize o RT-PCR. Referências: Ministério da Saúde (Guia de Vigilância em Saúde, dengue 2023/2024), OMS/OPAS Dengue Guidelines, UpToDate, Harrison’s.

Mantenha foco no “tempo de sintomas” para escolher o método diagnóstico correto.

Gabarito: B

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