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Templo egípcio de 2 mil anos revela cenas mitológicas e “Ano Novo” divino 



Centenas de figuras e representações egípcias foram reveladas durante um trabalho de restauração do teto do Templo de Esna, estrutura erguida há cerca de 2,2 mil anos que passou por uma grande reforma há aproximadamente dois milênios, quando os romanos dominaram o Egito. As novidades foram divulgadas no último dia 16 de outubro pela Universidade de Tubinga, na Alemanha, cujos especialistas colaboraram em parceria com o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito para a restauração do templo ao longo de cinco anos.


Uma equipe de 30 pesquisadores limpou a sujeira e a fuligem de centenas de figuras e representações astronômicas, revelando-as em suas cores originais. “A conclusão da restauração do teto marca o primeiro e talvez mais importante marco do projeto”, diz Christian Leitz, do Instituto de Estudos do Antigo Oriente Próximo da Universidade de Tubinga, em comunicado.


Os relevos coloridos do teto mostram deuses, figuras mitológicas e representações do sol, da lua, além de signos do zodíaco e várias constelações. O teto é dividido em seis seções, cada uma com um tema. Entre eles estão o diário do sol, as fases da lua, as diferentes horas da noite e até o “Dia de Ano Novo”.


A mitologia que detalha o “Ano Novo” egípcio é representada em uma cena com divindades: Órion (que representa a constelação de mesmo nome), Sótis (nome egípcio para Sirius, a principal estrela da constelação de Cão Maior) e Anúquis (deusa da água). Os três deuses estão em barcos vizinhos com a deusa do céu, Nut, engolindo o céu noturno acima deles.“Sirius é invisível no céu noturno 70 dias por ano até que ela apareça novamente no leste”, explica Leitz. “Esse ponto era o Dia de Ano Novo no antigo Egito e também anunciava a inundação anual do Nilo.” No sistema de crenças dos egípcios, a deusa Anúquis era responsável pelo recuo das águas da inundação do Nilo cerca de 100 dias depois.” 


Além das pinturas mitológicas, a restauração do templo revelou quase 200 inscrições em tinta que eram completamente desconhecidas. Essas inscrições ajudaram os pesquisadores a identificar muitas das imagens representadas. Agora que a restauração do teto foi concluída, os pesquisadores estão limpando paredes, colunas e pronaos (área frontal) do templo. Espera-se que esse trabalho revele novas cores e particularidades de imagens, como os “tronos dos deuses” e detalhes sobre suas roupas, segundo Leitzi informou em e-mail ao site Live Science.


Com 37 metros de comprimento, 20 metros de largura e 15 metros de altura, o pronaos era uma estrutura de arenito colocada na frente do edifício real durante o reinado do imperador romano Cláudio (41-54 d.C.). Sua localização no centro da cidade provavelmente contribuiu para a preservação e evitou que a área fosse usada como pedreira para materiais de construção, conforme ocorreu com outros edifícios antigos durante a industrialização do Egito.


Além do templo de Esna, onde predominam as cores amarelo e vermelho nas pinturas, há outro teto de templo astronômico excepcionalmente bem preservado no Egito. Este está no templo de Dendera, cerca de 60 km ao norte de Luxor, onde as cores predominantes são o branco e o azul claro, embora alguns dos mesmos temas estejam representados.




Revista Galileu. (Adaptado). Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2023/10/templo-egipcio-de-2-mil-anos-revela-cenas-mitologicas-e-ano-novo-divino.ghtml>


No contexto apresentado em “Espera-se que esse trabalho revele novas cores e particularidades de imagens, como os “tronos dos deuses”, o emprego da palavra ‘se’ marca:
Alternativas

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Tema central da questão: O enunciado aborda as funções morfossintáticas da palavra “SE”, especialmente quando ela atua como índice de indeterminação do sujeito. Compreender essas funções é essencial para interpretar corretamente construções como a do texto apresentado.

Explicação da alternativa correta (C): Na frase “Espera-se que esse trabalho revele novas cores e particularidades de imagens…”, o SE cumpre a função de índice de indeterminação do sujeito. Isso ocorre porque:

  • O verbo “esperar”, nesse contexto, está conjugado na terceira pessoa do singular, sem agente definido.
  • A frase transmite uma expectativa, mas não indica quem espera.

Segundo Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”) e Cunha & Cintra (“Nova Gramática do Português Contemporâneo”), esse uso do SE ocorre quando não se deseja (ou não é possível) identificar o agente da ação. Exemplo: “Precisa-se de funcionários qualificados.”

Análise das alternativas incorretas:

  • (A) Voz passiva: O SE pode ser partícula apassivadora com verbos transitivos diretos (“Vendem-se casas”), mas aqui não ocorre, pois a construção exige indeterminação, não voz passiva.
  • (B) Regência pronominal: O SE não é pronome de regência do verbo “esperar”. A regência é feita normalmente por “que”, não por pronome.
  • (D) Ênfase na ação: Não é função do SE nesse caso. Ele não atua como expletivo ou de realce, pois sua retirada provocaria alteração gramatical no sentido.
  • (E) Reflexividade: O SE não tem caráter reflexivo, pois não há correspondência entre sujeito agente e paciente (“Ela se lavou” ≠ “Espera-se”).

Dica prática: Sempre que um verbo estiver na terceira pessoa seguido de “se” sem indicação do agente, desconfie de indeterminação do sujeito. Atente também para pegadinhas com voz passiva: nem sempre a presença do “se” indica passiva!

Resumo da Regra: SE é índice de indeterminação do sujeito com verbo intransitivo, transitivo indireto ou certos casos de transitivo direto, sempre na terceira pessoa do singular, tornando o agente indefinido.

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Comentários

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VTD com ISS??? Tem sujeito, menos o agente. Mas tem sujeito!!!!

espera se isso

isso é esperado

indeterminação de sujeito o caneco dessa banca infeliz

isso é esperado.

como que não tem sujeito? Sendo que o "que" é uma conjunção integrante com função de sujeito. Banca fraca

Dica prática: Sempre que um verbo estiver na terceira pessoa seguido de “se” sem indicação do agente, desconfie de indeterminação do sujeito. Atente também para pegadinhas com voz passiva: nem sempre a presença do “se” indica passiva!

Resumo da Regra: SE é índice de indeterminação do sujeito com verbo intransitivo, transitivo indireto ou certos casos de transitivo direto, sempre na terceira pessoa do singular, tornando o agente indefinido.

Explicação da alternativa correta (C): Na frase “Espera-se que esse trabalho revele novas cores e particularidades de imagens…”, o SE cumpre a função de índice de indeterminação do sujeito. Isso ocorre porque:

  • O verbo “esperar”, nesse contexto, está conjugado na terceira pessoa do singular, sem agente definido.
  • A frase transmite uma expectativa, mas não indica quem espera.

-Comentário do Professor para os não assinantes.

Deus te ama!

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