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Q3329637 Saúde Pública

“A ineficiência dos estudos ambientais, enquanto ferramenta integradora da saúde e do meio ambiente no planejamento do desenvolvimento, vem ocorrendo notadamente pela sua limitação como instrumento para empreendimentos isolados e não para programas e políticas de âmbito regional ou nacional.” (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1995)


Sobre relações entre trabalho, saúde e ambiente, é correto afirmar que: 

Alternativas

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Alternativa correta: C

Tema central da questão: A questão aborda a relação entre trabalho, saúde e meio ambiente no contexto do desenvolvimento sustentável, destacando a necessidade de abordagens integradoras e intersetoriais.

Resumo teórico: O conceito de desenvolvimento sustentável propõe a integração entre crescimento econômico, proteção ambiental e justiça social. No campo da saúde pública, envolve políticas que reconhecem os determinantes sociais e ambientais da saúde, valorizando ações intersetoriais, respeito ao território e práticas que promovam saúde e qualidade de vida. Referências importantes incluem a Agenda 21, a Constituição Federal (art. 225) e a Política Nacional de Saúde Ambiental (MS).

Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C está correta porque propõe exatamente os princípios defendidos pelas políticas contemporâneas de saúde pública: reorientação das práticas de saúde para o meio ambiente, políticas intersetoriais de emprego/renda, agroecologia e reconhecimento do território como base das ações. Essa abordagem promove a integração entre saúde, ambiente e trabalho, fundamental para o desenvolvimento sustentável.

Análise das alternativas incorretas:

A) Defende a ideia de que a concepção antropocêntrica gerou distribuição equitativa de benefícios, o que está incorreto; esse modelo aprofundou desigualdades e impactos ambientais, sendo criticado por não considerar equidade (OMS, 2015).

B) Afirma que a busca por sustentabilidade agravaria a saúde e causaria crise econômica, o que não corresponde à realidade. Políticas sustentáveis visam melhorar as condições de vida e saúde, e não prejudicá-las.

D) Limita as políticas de saúde ao controle estatístico/técnico, ignorando a necessidade de prevenção, promoção e integração intersetorial (SUS, Lei 8.080/90).

E) Propõe privatizar totalmente a regulação ambiental, o que é inadequado e contrário ao interesse público e ao papel do Estado na garantia da saúde (CF/88, art. 225).

Dica estratégica: Sempre procure por abordagens integradoras e evite alternativas que proponham soluções simplistas, privatizações totais ou que contradigam princípios básicos do SUS e das políticas públicas.

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