A ideia principal do texto é

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Q2881687 Português
  
Jaleco branco, nariz vermelho, cavaquinho
Esse “médico” receita risos para crianças doentes.

    Jakub*, 9 anos, está apavorado. O tumor no seu cérebro foi diagnosticado recentemente e agora ele está em pé com a mãe no corredor do setor de oncologia do Hospital Motol, em Praga, esperando a internação. Está assustado com a reviravolta em sua vida, com os tratamentos médicos que virão, com o hospital.

    De repente, os profundos olhos castanhos se acendem e ele dá um sorriso. Pelo corredor vem um grupo de pessoas de jaleco branco e nariz de palhaço, com chapéus e óculos engraçados. Debaixo da vestimenta hospitalar, podem-se ver roupas igualmente engraçadas e coloridas. Alguns tocam cavaquinho e um deles torce um balão no formato de espada e o entrega a Jakub. Os pequenos pacientes de câncer, atraídos pela música, saem dos quartos do hospital para entrar na festa, batendo os pés e batucando na mobília.

     Há um palhaço específico – o líder – que chama a atenção de Jakub. É um homem alto e mais velho que usa uma calçadeira em vez de gravata. Fala com outro palhaço com forte sotaque estrangeiro que as crianças acham irresistivelmente engraçado. Riem. Por pouco tempo, pelo menos, esquecem que estão gravemente doentes.

     O estrangeiro é Gary Edwards, um americano cuja paixão é levar risos e diversão a crianças em hospitais. “A ideia é despertar o interesse pela vida. Isso faz parte do processo curativo.”

    Edwards, 60 anos, americano de Ohio, estava destinado a se tornar médico, mas sua vida mudou de repente. “Fiz a escola preparatória para o curso de medicina, mas sempre estive envolvido com a música e, aos 14 anos, já tocava em shows”, diz ele. “Aí vendi uma canção e ganhei um bom dinheiro. A música sempre foi o meu primeiro amor e por isso decidi estudá-la.”

     Na faculdade, escreveu um musical para uma escola de palhaços e, em troca, recebeu uma bolsa de dois anos. Em 1976, Edwards entrou na renomada Escola Dell Arte de Teatro Físico, em Blue Lake, na Califórnia. Enquanto estudava lá, visitou um hospital, uma prisão e um orfanato, vestido de palhaço, como “experimento social”. As visitas ao hospital foram as que mais lhe interessaram e que mais se mostraram promissoras, mas a hora dos palhaços hospitalares ainda não chegara.

    Nos vinte anos seguintes, como palhaço, ele viajou pelo mundo, levando a vida de um nômade circense. Na década de 1990, começou a dar aulas para formar palhaços e também ajudou a treinar alguns grupos que visitavam hospitais. Nessa época, escreveu comédias e musicais e fez apresentações em teatros e festivais da Europa à China e nas Américas do Norte e do Sul. Em 1998, foi à República Tcheca pela primeira vez e lá se instalou. Foi onde conheceu a mulher com quem se casaria.

     Na República Tcheca, ninguém ouvira falar de palhaços hospitalares, e Edwards se dispôs a mudar isso. “Havia muitos médicos que não conseguiam colocar humor e tratamento de saúde na mesma frase”, diz Edwards. Era comum médicos e enfermeiros temerem que os palhaços atrapalhassem o serviço. “Por sorte, o meu primeiro contato foi com a Dra. Ivana Korinkova, que trabalhava com tratamento psicossocial no Hospital Motol. Ela entendeu imediatamente o que eu tentava fazer, apresentou-me a médicos do país inteiro e me ajudou a explicar o que eu queria.”

    Devagar e sempre, ele convenceu os hospitais e, nos anos seguintes, viajou pelo país visitando enfermarias pediátricas, levando apenas o nariz de palhaço e o cavaquinho. Em 2001, fundou a entidade sem fins lucrativos Health Clown Association, na esperança de atrair mais gente para fazer as visitas com ele e encontrar doadores e patrocinadores que ajudassem a cobrir as despesas.

     Hoje a associação emprega 82 palhaços, a maioria deles atores profissionais. Edwards lhes ensina a arte de ser palhaço. Todo mês, são feitas cerca de 280 visitas a 62 hospitais de todo o país. Além de enfermarias pediátricas, eles visitam idosos internados sem previsão de alta.

   Nos últimos anos, Edwards ajudou a desenvolver o humor em projetos de assistência médica na Eslováquia, na Nova Zelândia, na Polônia, na Palestina e na Croácia, além da República Tcheca. Ensinou a arte do palhaço hospitalar em outros países também, como Alemanha, Hungria, Eslovênia, Áustria e Suíça. Hoje trabalha com a Red Noses Clown Doctors International para ajudar a desenvolver projetos de palhaços hospitalares no mundo inteiro. Também participa de seminários de assistência médica para enfermeiros e alunos de medicina, tanto na República Tcheca quanto na Eslováquia, ensinando a usar o humor.

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Alternativas

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Interpretação da Questão: A questão aborda a interpretação de um texto, onde é necessário identificar a ideia principal que ele transmite. Esse tipo de questão é comum em concursos e exige que o candidato compreenda não apenas o que está escrito, mas também o contexto e a intenção do autor.

Alternativa Correta: A alternativa E - informar sobre o uso do humor e da arte dos palhaços em hospitais. - é a mais adequada, pois reflete uma compreensão ampla sobre o papel dos palhaços na saúde, enfatizando a informação sobre suas práticas. Essa ideia principal é frequentemente abordada em textos que discutem o humor como uma terapia complementar.

Justificativa das Alternativas Incorretas:

Alternativa A: difundir a biografia do estrangeiro e músico Gary Edwards. Esta opção é específica e não representa a ideia central do texto, que é mais abrangente e relacionada ao uso de palhaços em hospitais.

Alternativa B: convencer pacientes e hospitais a receber os médicos palhaços. Embora o convencimento possa ser uma parte do texto, não é a ideia principal, que se concentra mais na informação sobre a prática do humor.

Alternativa C: lançar e desenvolver a escola de palhaços nos hospitais do Brasil. Esta alternativa limita-se a uma ação específica, não refletindo a essência informativa que caracteriza o texto.

Alternativa D: atrair diversos profissionais para a prática da alegria em hospitais. Embora o atrair profissionais possa ser um objetivo, a ideia principal do texto está mais focada na informação sobre o uso do humor.

Para responder corretamente a questões de interpretação, é importante:

  • Identificar palavras-chave e expressões que indicam a intenção do autor.
  • Compreender o contexto geral do texto e as relações estabelecidas entre as ideias apresentadas.

Conclusão: A compreensão detalhada do texto e a identificação da ideia central são habilidades essenciais para o sucesso em provas de concurso. Ler atentamente e buscar o significado mais amplo das informações apresentadas tornam-se fundamentais.

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