Apesar de a paciente não ter queixa de angina pectoris, a pr...

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Q20530 Medicina
Uma mulher de 52 anos de idade procurou assistência
médica, relatando que, há 4 meses, passou a apresentar dispnéia
aos grandes esforços, que evoluiu para os médios esforços, tosse
seca noturna e, há uma semana ao realizar grande esforço físico,
apresentou episódio de queda ao solo com perda súbita e
transitória da consciência com duração de 4 minutos. Disse que
desde a infância foi informada de que tinha "problema cardíaco
congênito" porém sem maior repercussão. Negou hipertensão
arterial, hipercolesterolemia, tabagismo e etilismo. O exame
clínico mostrou pressão arterial de 95 mmHg × 65 mmHg,
freqüência cardíaca de 80 bpm; pulmões com murmúrio vesicular
fisiológico e presença de discretos estertores em terço inferior de
ambos hemitóraces; ictus cordis visível e palpável no 5.º espaço
intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular esquerda, com 2 cm
de extensão, impulsividade aumentada - cupuliforme -, palpase
também frêmito sistólico na base do pescoço; à ausculta, o
ritmo cardíaco era regular em 3 tempos (B4), com sopro sistólico
rude, ejetivo, de grau 5 (classificação de Levine), mais bem
audível no foco aórtico, irradiado para base do pescoço, carótidas
e região interescapulovertebral direita, e que reduz de intensidade
durante a manobra de preensão manual (hand-grip); pulsos
arteriais palpáveis e com amplitude diminuída; abdome livre, sem
visceromegalias. Extremidades sem edemas. Eletrocardiograma
convencional mostrou ritmo sinusal, sinais de sobrecarga do átrio
e do ventrículo esquerdos, alterações difusas e secundárias da
repolarização ventricular e a radiografia de tórax mostrou índice
cardiotorácico de 0,50; discreta congestão pulmonar no terço
inferior de ambos os campos pulmonares, borramento peri-hilar
e retificação leve do segundo arco cardíaco.
Considerando os dados disponibilizados no quadro clínico acima
descrito, julgue os itens de 142 a 147.
Apesar de a paciente não ter queixa de angina pectoris, a probabilidade de doença coronariana obstrutiva é elevada e a realização de cineangiocoronariografia é necessária.
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