As modalidades paralímpicas são estruturadas a partir de um...
(__)A classificação é específica para cada modalidade esportiva, o que significa que um mesmo atleta pode competir em classes diferentes em esportes distintos, dependendo do impacto de sua deficiência nas ações motoras exigidas por cada esporte.
(__)O sistema de classificação paralímpico abrange exclusivamente deficiências de origem física ou visual, não incluindo atletas com deficiência intelectual, que competem em eventos separados e não integrados aos Jogos Paralímpicos.
(__)Nas modalidades de atletismo, o prefixo "S" é utilizado para designar as classes de eventos de corrida (pista), enquanto o prefixo "T" se refere aos eventos de natação (piscina), indicando o tipo de ambiente em que a prova ocorre.
(__)Para ser elegível para a classificação em um esporte, o atleta deve atender ao "Critério Mínimo de Deficiência" estabelecido para aquela modalidade, que é o nível de limitação em que a deficiência começa a impactar o desempenho esportivo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Gabarito comentado
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Alternativa correta: B — V, F, F, V
Tema central: classificação funcional no esporte paralímpico. Ela busca equidade competitiva, agrupando atletas pelo impacto da deficiência sobre as tarefas do esporte, e não pelo diagnóstico médico isolado.
Resumo teórico essencial:
- Esporte-específica: cada modalidade tem suas próprias classes, pois as demandas motoras mudam (ex.: natação ≠ atletismo).
- Elegibilidade: existem três tipos de deficiência elegíveis no movimento paralímpico: física, visual e intelectual.
- Critério Mínimo de Deficiência (MIC): nível mínimo em que a deficiência começa a afetar o desempenho em determinada modalidade; sem isso, o atleta é “não elegível”.
- Códigos de classe: no atletismo, “T” (pista/track) e “F” (campo/field). Na natação, “S” (livre, costas, borboleta), “SB” (peito) e “SM” (medley).
Fontes de referência: Código de Classificação do IPC (International Paralympic Committee); Regras de Classificação da World Para Athletics e da World Para Swimming; diretrizes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Justificativa item a item:
1) Verdadeiro — A classificação é específica por modalidade. Um atleta pode estar em classes diferentes conforme o esporte e suas exigências (ex.: um amputado pode ser S9 na natação e T64 no atletismo), alinhado ao princípio do impacto funcional.
2) Falso — O sistema não é exclusivo a deficiências física e visual. Atletas com deficiência intelectual são elegíveis em diversas modalidades (ex.: classes T20/F20 no atletismo; S14/SM14 na natação). Portanto, fazem parte dos Jogos Paralímpicos.
3) Falso — Os prefixos citados foram trocados. No atletismo usa-se “T” (pista) e “F” (campo). Na natação usa-se “S”, “SB” e “SM”. Assim, a associação “S = corrida” e “T = natação” está errada.
4) Verdadeiro — O MIC é requisito para elegibilidade: define o ponto em que a deficiência começa a impactar o desempenho naquela modalidade, conforme o Código do IPC.
Por que as demais alternativas estão erradas?
A (V, F, F, F): erra o 4º item, que é verdadeiro por causa do MIC.
C (V, V, V, V): erra os itens 2 e 3, que são falsos (intelectual é elegível; prefixos foram invertidos).
D (F, F, V, V): erra o 1º (é verdadeiro) e o 3º (é falso).
Estratégias para a prova:
- Desconfie de termos absolutos como “exclusivamente”; costumam sinalizar erro.
- Verifique esporte-especificidade: se o enunciado generaliza classes para todos os esportes, há alta chance de ser falso.
- Memorize os prefixos corretos (T/F no atletismo; S/SB/SM na natação).
- Procure palavras-chave como MIC e impacto funcional para validar elegibilidade.
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