Analise as afirmativas sobre os casos particulares de concor...

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Q4325672 Português
Analise as afirmativas sobre os casos particulares de concordância verbal:
I- Concordância com verbos impessoais: O verbo estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do singular, uma vez que não possui um sujeito: havia pessoas, houve problemas, faz dois dias, já amanheceu.
II- Concordância com a partícula apassivadora se: O verbo estabelece concordância com o objeto direto, que assume a função de sujeito paciente, podendo ficar no singular ou no plural: vende-se casa, vendem-se casas.
III- Concordância com a partícula de indeterminação do sujeito se: O verbo não estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do singular quando a frase é formada por verbos intransitivos ou por verbos transitivos indiretos: precisa-se de funcionário, precisa-se de funcionários.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O trecho de III — “O verbo não estabelece sempre concordância com a 3.ª pessoa do singular” — nega a obrigatoriedade do singular com se indeterminador. Isso invalida III e determina a escolha de A, que reúne I e II.

Tema central: Concordância verbal e funções do se
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A reúne as duas afirmativas válidas. Em I, haver com sentido de existir, fazer indicando tempo decorrido e amanhecer indicando fenômeno natural são impessoais nos exemplos: não têm sujeito e permanecem na terceira pessoa do singular. Em II, casa e casas são sujeitos pacientes, com os quais o verbo concorda em “vende-se casa” e “vendem-se casas”. A referência ao objeto direto que assume função de sujeito paciente expressa a correspondência entre ativa e passiva; na passiva apresentada, esses termos são sujeitos. III deve ser excluída porque nega indevidamente a obrigatoriedade do singular com se indeterminador.
B
Errada
Inclui III, cuja formulação contraria a obrigatoriedade do singular com se indeterminador, e exclui I, que está correta. Em “havia pessoas, houve problemas”, os termos plurais não são sujeitos; haver é impessoal e permanece no singular.
C
Errada
Inclui III, incorreta, e exclui II, correta. Em “vendem-se casas”, casas é sujeito paciente e exige o verbo no plural. Já em “precisa-se de funcionários”, o segmento preposicionado é objeto indireto, não sujeito, e não provoca flexão do verbo.
D
Errada
Não podem estar corretas todas as afirmativas porque III nega a obrigatoriedade do singular. Seus exemplos estão corretamente escritos, mas ambos mantêm precisa no singular e, portanto, não sustentam a regra formulada com a palavra “não”.
Pegadinha da questão
Os exemplos de III estão corretos, mas a palavra “não” torna falsa a regra apresentada. Além disso, o plural de funcionários não transforma o objeto indireto em sujeito nem autoriza o plural do verbo.
Dica para questões semelhantes
  • Distinga a regra formulada dos exemplos: exemplos corretos não tornam verdadeira uma afirmação que os contradiz.
  • Identifique a função do se: na passiva sintética, o verbo concorda com o sujeito paciente; com se indeterminador, nas construções examinadas, permanece no singular.
  • Não atribua função de sujeito a um termo apenas por estar no plural: em “precisa-se de funcionários”, o complemento é objeto indireto.
  • Verifique o sentido dos verbos antes de classificá-los como impessoais: aqui, haver indica existência, fazer indica tempo decorrido e amanhecer indica fenômeno natural.

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