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Paciente internado em UTI evolui com creatinina em ascensão...

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Q3912681 Medicina
Paciente internado em UTI evolui com creatinina em ascensão nas últimas 48h, acidose metabólica persistente, hipercalemia variável com tendência à piora e instabilidade hemodinâmica em uso de vasopressor; a equipe avalia a confiabilidade dos marcadores laboratoriais e a segurança de métodos dialíticos possíveis no contexto de choque, considerando parâmetros dinâmicos e risco metabólico; com base em princípios aceitos da nefrologia intensiva, assinale a alternativa correta sobre esta situação.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é que hipercalemia grave refratária e acidose metabólica persistente são indicações clássicas de terapia dialítica na injúria renal aguda; no caso, o paciente tem piora do potássio, acidose persistente e choque com vasopressor, então a diálise pode ser indicada, inclusive com preferência por método contínuo em instabilidade hemodinâmica.

Tema central: Indicações de diálise na UTI
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque acidose metabólica grave e refratária não é contraindicação de diálise; ao contrário, pode ser indicação de terapia dialítica. A afirmação de que a correção deve ser sempre farmacológica antes de qualquer método extracorpóreo não se sustenta na base cobrada.
B
Errada
Está errada porque choque séptico não exclui terapia dialítica contínua. Em paciente hemodinamicamente instável, métodos contínuos podem ser apropriados por melhor tolerância hemodinâmica, de modo que não há queda inevitável da perfusão sistêmica como a alternativa afirma.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a hipercalemia grave refratária pode exigir terapia dialítica para depuração efetiva de potássio, e isso vale também no contexto intensivo. O enunciado ainda traz acidose metabólica persistente e instabilidade hemodinâmica, o que reforça a possibilidade de terapia renal substitutiva e a adequação de métodos contínuos no paciente crítico.
D
Errada
Está errada porque creatinina isolada não é suficiente para guiar decisão dialítica na UTI, especialmente em paciente com baixa massa muscular. A decisão deve integrar evolução clínica, distúrbios eletrolíticos, acidose, diurese e estado hemodinâmico.
Pegadinha da questão
A banca tenta induzir a ideia de que choque em vasopressor contraindica diálise e de que creatinina isolada basta para decidir, quando o caso aponta para indicações dialíticas clássicas: hipercalemia em piora e acidose persistente.
Dica para questões semelhantes
  • Em paciente crítico com injúria renal aguda, procure primeiro hipercalemia refratária, acidose metabólica refratária, sobrecarga volêmica refratária e complicações urêmicas.
  • Não use creatinina isolada como único critério para iniciar ou excluir diálise na UTI.
  • Na presença de choque ou vasopressor, pense em escolher a modalidade dialítica mais tolerável, e não em contraindicar automaticamente a terapia renal substitutiva.

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