A hipertensão arterial sistêmica é causa relevante de DRC, ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3912679 Medicina
A hipertensão arterial sistêmica é causa relevante de DRC, e sua avaliação multidimensional envolve estratificação de risco, busca de causas secundárias e análise de dano de órgão-alvo subclínico/microestrutural. Considerando esse tema, analise as afirmativas a seguir.

I.A hipertensão primária representa a maioria absoluta dos casos, mas a triagem de causas secundárias deve ser mandatória em fenótipos de difícil controle, início precoce, hipertensão acelerada/maligna ou quando coexistem pistas bioquímicas/imagenológicas de excesso mineralocorticoide.
II.A hipertensão renovascular aterosclerótica é causa secundária importante, e o achado de assimetria significativa entre tamanhos renais (>1,5 cm) em USG é pista diagnóstica clássica e relevante para investigação de estenose de artéria renal.
III.A avaliação cardiovascular do hipertenso não se esgota em PA e ECG basal; avaliação de dano subclínico (ex.: espessamento íntima-média carotídea, strain longitudinal global de VE, microalbuminúria) tem valor robusto na estratificação e prognóstico.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão é resolvida pelo reconhecimento de três pontos clássicos da avaliação do hipertenso: HAS primária é a forma predominante, mas fenótipos como resistência terapêutica, início precoce, forma acelerada/maligna ou pistas de excesso mineralocorticoide exigem investigação de causa secundária; assimetria renal >1,5 cm ao ultrassom é pista tradicional de estenose de artéria renal; e marcadores de dano de órgão-alvo subclínico, como albuminúria/microalbuminúria e alterações vasculares ou ecocardiográficas, refinam a estratificação prognóstica. Por isso, I, II e III estão corretas.

Tema central: Avaliação da hipertensão arterial sistêmica
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque restringe a correção apenas à assertiva II. A I também está correta, já que a predominância de HAS primária não elimina a necessidade de investigar causas secundárias quando há resistência terapêutica, início precoce, forma acelerada/maligna ou pistas laboratoriais e de imagem. A III também está correta, porque dano de órgão-alvo subclínico, como albuminúria/microalbuminúria e alterações vasculares/cardíacas, tem valor prognóstico reconhecido. O erro médico da alternativa é desconsiderar dois critérios válidos de avaliação etiológica e estratificação do hipertenso.
B
Errada
Incorreta porque exclui a assertiva III, que está correta. PA e ECG basal não captam sozinhos todo o risco cardiovascular e renal do hipertenso. Marcadores de lesão subclínica, como albuminúria/microalbuminúria, espessamento vascular e disfunção miocárdica subclínica, agregam estratificação prognóstica. O erro médico aqui é reduzir a avaliação cardiovascular do hipertenso a medidas básicas, ignorando dano de órgão-alvo subclínico com valor clínico reconhecido.
C
Errada
Incorreta porque exclui a assertiva II, que está correta. A assimetria renal importante ao ultrassom, acima de 1,5 cm, é pista clássica de suspeição para estenose de artéria renal na hipertensão renovascular aterosclerótica. Esse achado não confirma isoladamente o diagnóstico, mas tem relevância diagnóstica para investigação. O erro médico da alternativa é desvalorizar um achado semiológico e de imagem tradicionalmente associado à doença renovascular.
D
Certa
A alternativa D está correta porque reúne três proposições compatíveis com o conhecimento clínico consolidado em hipertensão arterial sistêmica. A afirmativa I é correta porque a HAS primária é a forma predominante, mas fenótipos como difícil controle, início precoce, forma acelerada/maligna e pistas de excesso mineralocorticoide exigem investigação de causa secundária. A afirmativa II é correta porque a hipertensão renovascular aterosclerótica pode cursar com hipoperfusão renal crônica e assimetria de tamanho renal, sendo diferença superior a 1,5 cm no ultrassom uma pista clássica de suspeição. A afirmativa III é correta porque a estratificação do hipertenso não se limita à PA e ao ECG basal: albuminúria/microalbuminúria, alterações vasculares estruturais e marcadores ecocardiográficos subclínicos refinam o prognóstico cardiovascular e renal.
Pegadinha da questão
A banca explora três confusões reais: achar que, por a HAS primária ser a mais frequente, não se deve investigar causa secundária em fenótipos suspeitos; desprezar a assimetria renal ao ultrassom como pista de doença renovascular; e julgar falsa a assertiva III por citar marcador mais especializado, embora o conceito central de dano subclínico com valor prognóstico esteja correto.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão trouxer HAS resistente, início precoce, forma acelerada/maligna ou pistas de hiperaldosteronismo, pense em investigação de hipertensão secundária.
  • Assimetria renal significativa no ultrassom sugere doença renovascular e serve como pista de suspeição, não como confirmação isolada.
  • Na estratificação do hipertenso, procure marcadores de dano de órgão-alvo subclínico, como albuminúria/microalbuminúria e alterações vasculares ou cardíacas.
  • Não limite risco do hipertenso a PA de consultório e ECG basal quando a questão cobrar avaliação prognóstica mais ampla.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo