Modalidades dialíticas variam quanto a técnica, ultrafiltra...
I.Na hemodiálise, o Kt/V é índice clássico de dose dialítica baseado em cinética da ureia, mas a adequação clínica envolve mais que Kt/V, incluindo controle volêmico e avaliação de sintomas intradialíticos.
II.Na CAPD, mesmo com soluções biocompatíveis (pH neutro, baixo GDP), não se conseguiu reduzir a taxa de peritonite em estudos e metanálises; portanto, soluções biocompatíveis não têm impacto mensurável na inflamação peritoneal.
III.A diálise peritoneal automatizada (DPA) tende a privilegiar trocas curtas noturnas e pode proporcionar UF maior quando se deseja utilizar glicose hipertônica em regime controlado de menor permanência.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: A questão se resolve pela distinção entre dose dialítica e adequação clínica: o Kt/V mede depuração de ureia, mas não esgota a avaliação da hemodiálise; em diálise peritoneal, a ausência de redução consistente de peritonite não autoriza negar impacto inflamatório ou de biocompatibilidade das soluções; e, na DPA, ciclos curtos noturnos podem favorecer ultrafiltração ao preservar o gradiente osmótico. Por isso, apenas I e III permanecem corretas.
- Quando a afirmação usa Kt/V, confirme se ela fala apenas de dose de ureia ou se está extrapolando para adequação clínica total.
- Em diálise peritoneal, não trate peritonite como único marcador de biocompatibilidade; desfecho infeccioso e inflamação peritoneal não são equivalentes.
- Na DPA, avalie a lógica do tempo de permanência: trocas curtas podem favorecer ultrafiltração ao reduzir a dissipação do gradiente osmótico.
- Desconfie de conclusões absolutas do tipo 'portanto não há impacto', especialmente quando o enunciado mistura desfechos diferentes.
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