Em economias abertas, choques de confiança e alterações no p...
Em economias abertas, choques de confiança e alterações no prêmio de risco podem afetar fluxos de capitais e pressionar a taxa de câmbio. A resposta de política econômica — incluindo-se o uso de juros, intervenção e reservas — depende, entre outros fatores, do regime cambial vigente e das restrições impostas pelo grau de mobilidade de capitais. Ademais, distinções conceituais entre taxa de câmbio nominal e taxa de câmbio real são relevantes para analisar preços relativos e competitividade, assim como para discutir mecanismos de transmissão do câmbio para a inflação. Acerca de macroeconomia aberta, regime cambial e determinação da taxa de câmbio, julgue o item subsequente.
A elevação do risco de um país, provocada por uma crise de confiança, leva à saída de capitais e aumenta a pressão de depreciação cambial.
Comentários
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A assertiva está correta, porque uma crise de confiança tende a provocar fuga de capitais, aumentar a demanda por divisas e gerar pressão de depreciação cambial.
Pegadinha cebraspiana: cuidado com “depreciação” e “apreciação”. Se o dólar sobe de R$ 5 para R$ 5,40, quem depreciou foi o real, não o dólar.
Risco-país ↑ → saída de capitais ↑ → demanda por dólar ↑ → dólar sobe → moeda doméstica deprecia.
Consequências da elavação do risco de um país = perda de confiança, saída de capitais, menor demanda por moeda doméstica, depreciação cambial e possível pressão inflacionária via câmbio.
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