Em economias abertas, choques de confiança e alterações no p...
Em economias abertas, choques de confiança e alterações no prêmio de risco podem afetar fluxos de capitais e pressionar a taxa de câmbio. A resposta de política econômica — incluindo-se o uso de juros, intervenção e reservas — depende, entre outros fatores, do regime cambial vigente e das restrições impostas pelo grau de mobilidade de capitais. Ademais, distinções conceituais entre taxa de câmbio nominal e taxa de câmbio real são relevantes para analisar preços relativos e competitividade, assim como para discutir mecanismos de transmissão do câmbio para a inflação. Acerca de macroeconomia aberta, regime cambial e determinação da taxa de câmbio, julgue o item subsequente.
Um aumento persistente do diferencial de juros tende a desvalorizar o câmbio e, por essa via, elevar a inflação doméstica; ademais, os efeitos sobre exportações e importações tendem a atenuar esse aumento do nível de preços.
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Essa assertiva inverte a relação causal entre taxa de juros e valorização da moeda.
Aumento no diferencial de juros = deixar a taxa de juros doméstica maior do que a taxa de juros internacional.
O aumento no diferencial de juros tende a atrair investidores estrangeiros, em busca de uma rentabilidade maior. Isso provoca um ingresso de moeda estrangeira e valoriza a moeda nacional; a taxa de câmbio diminui, por conseguinte. Ou seja, um aumento no diferencial dos juros tende a valorizar o câmbio. Essa apreciação da moeda nacional é uma maneira de reduzir a inflação doméstica, na medida em que os importados ficam mais baratos
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