O exame clínico cardiovascular integra a anamnese dirigida,...

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Q3908976 Medicina
O exame clínico cardiovascular integra a anamnese dirigida, avaliação de sintomas cardinais e exame físico sistematizado, incluindo inspeção, palpação, ausculta e avaliação de sinais periféricos. A adequada correlação semiológica permanece central para a estratificação pré-testes e para guiar racionalmente o uso de exames complementares. Considerando aspectos semiológicos da história e do exame físico cardiovascular, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica, e ortopneia, dispneia paroxística noturna e ganho ponderal rápido refletem congestão/retensão hidrossalina; por isso, esses achados podem indicar descompensação mesmo sem queda formal documentada da FEVE no ecocardiograma.

Tema central: Semiologia cardiovascular na insuficiência cardíaca
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por atribuir caráter patognomônico a um achado que não é exclusivo. Sopro sistólico ejetivo em foco aórtico pode ocorrer não só na estenose aórtica, mas também em estados de aumento de fluxo ou hiperdinâmicos, como febre, anemia e hipertireoidismo, além de outras situações valvares/escleróticas. O erro é superestimar a especificidade semiológica do sopro.
B
Certa
A alternativa B correlaciona corretamente sintomas e sinal clínico de congestão com piora de insuficiência cardíaca. Dispneia paroxística noturna e ortopneia refletem aumento das pressões de enchimento e congestão pulmonar, especialmente em decúbito. Ganho ponderal rápido sugere retenção hidrossalina. Esse reconhecimento é clínico e não exige, para existir, queda formal da fração de ejeção ao ecocardiograma, porque a descompensação pode ocorrer mesmo com FEVE preservada ou sem nova redução mensurada.
C
Errada
Está errada porque a B3 patológica não é exclusiva de insuficiência cardíaca sistólica com FEVE reduzida. Sua presença se relaciona a enchimento ventricular rápido em contexto de dilatação, complacência alterada ou sobrecarga de volume, podendo aparecer também em estados de alto débito e em insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada. O erro é transformar um achado fisiopatológico em marcador exclusivo de HFrEF.
D
Errada
Está errada porque turgência jugular elevada não é específica de insuficiência tricúspide. Ela indica elevação da pressão atrial direita ou da pressão venosa sistêmica e pode ser vista em várias condições de aumento das pressões de enchimento do lado direito e em doenças do pericárdio ou sobrecarga volêmica. O erro é atribuir a uma única etiologia um sinal venoso que é hemodinâmico e inespecífico.
Pegadinha da questão
A banca explorou o uso indevido de termos absolutos em semiologia cardiovascular: "patognomônicos", "inexistente", "somente", "nunca" e "específico". Além disso, testou a confusão entre descompensação clínica da insuficiência cardíaca e obrigatoriedade de FEVE reduzida ao ecocardiograma.
Dica para questões semelhantes
  • Em insuficiência cardíaca, valorize primeiro os sinais e sintomas de congestão; o diagnóstico de piora clínica não depende, por si só, de nova queda documentada da FEVE.
  • Em semiologia cardiovascular, desconfie de alternativas que transformam achados clássicos em exclusivos de uma única doença.
  • Turgência jugular e B3 devem ser interpretadas como sinais hemodinâmicos, não como marcadores específicos de uma única etiologia.

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