Mulher 59 anos, hipertensa controlada, ex-tabagista, sem DA...

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Q3908974 Medicina
Mulher 59 anos, hipertensa controlada, ex-tabagista, sem DAC conhecida, PA 128×78 mmHg, LDL-C 108 mg/dL em estatina moderada, PCR-us 3,2 mg/L, relata dor precordial atípica esporádica, com teste ergométrico prévio de capacidade funcional limítrofe, e está em seguimento ambulatorial para estratificação adicional com seu cardiologista assistente; considerando o espectro contemporâneo de fatores de risco, diagnóstico, tratamento, prognóstico e prevenção da doença coronariana, assinale a alternativa correta sobre esse constructo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a prevenção e o manejo contemporâneo da aterosclerose coronariana em paciente sem DAC conhecida, mas com risco cardiovascular residual e em estratificação adicional. Nessa situação, a otimização intensiva de fatores de risco modificáveis reduz eventos maiores mesmo sem isquemia documentada, e o foco exclusivo em revascularização não é o que melhor explica o prognóstico na doença coronariana crônica.

Tema central: Prevenção na doença coronariana
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o benefício das estatinas não é exclusivo da DAC estabelecida. Em prevenção primária de risco elevado ou com intensificadores de risco, a redução mais intensa de LDL também pode modificar prognóstico e reduzir eventos ateroscleróticos.
B
Errada
Está errada porque a PCR-us elevada isoladamente não fecha diagnóstico de DAC, mas pode ter utilidade prática como intensificador de risco em prevenção primária. A alternativa erra ao negar qualquer implicação clínica absoluta.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a base médica destaca que, em doença coronariana crônica/risco aterosclerótico elevado, o controle intensivo de LDL, pressão arterial, tabagismo, estilo de vida e terapias preventivas indicadas reduz infarto, AVC e মৃত্যু cardiovascular. Isso vale mesmo sem isquemia comprovada em teste. Além disso, fora de cenários agudos ou anatômicos de alto risco, a revascularização não supera de forma geral o tratamento clínico ótimo para redução de eventos duros.
D
Errada
Está errada porque o valor prognóstico da angiotomografia coronária não depende apenas de estenoses obstrutivas severas. A carga total de placa, a doença não obstrutiva e o escore de cálcio têm relevância prognóstica própria.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre uma abordagem centrada apenas em isquemia, estenose e revascularização e a visão atual de que a carga aterosclerótica e o controle intensivo de fatores de risco determinam prognóstico mesmo sem isquemia documentada.
Dica para questões semelhantes
  • Em risco aterosclerótico elevado, pense primeiro em modificação prognóstica por tratamento clínico ótimo, não apenas em alívio sintomático ou correção anatômica.
  • Não descarte benefício preventivo por ausência de isquemia documentada: aterosclerose é doença sistêmica e eventos não dependem só de lesão focal crítica.
  • Quando a alternativa negar utilidade de PCR-us ou do cálcio coronário de forma absoluta, a tendência é estar errada, porque ambos podem agregar estratificação de risco.
  • Se a opção atribuir superioridade prognóstica universal à revascularização em cenário estável, confronte com o fato de que, em muitos casos, seu benefício principal é sintomático.

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