João, um homem transexual, está buscando cuidados de saúde r...
Gabarito comentado
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Tema central: princípios e diretrizes do SUS na Atenção Primária à Saúde (APS) aplicados ao cuidado de pessoas trans. O caso descreve um projeto terapêutico singular (PTS), encaminhamento para serviço especializado e consulta compartilhada com psicologia: sinais claros de coordenação do cuidado, integralidade e cuidado centrado na pessoa, sob a universalidade do SUS.
Estratégia de leitura: destaque no enunciado as pistas: “APS como coordenadora e articuladora da rede” (encaminhamento + retorno), “cuidado multiprofissional” (integralidade), “plano construído com a pessoa” (centrado na pessoa), e “acesso assegurado” (universalidade). Evite confundir coordenação com descentralização e participação popular.
Gabarito: C — universalidade, coordenação do cuidado, integralidade e cuidado centrado na pessoa.
Justificativa:
- Universalidade: acesso garantido a João, independentemente de identidade de gênero (CF/88; Lei 8.080/1990).
- Coordenação do cuidado: a APS organiza fluxos, encaminha e acompanha na rede especializada, promovendo continuidade (PNAB/MS 2017).
- Integralidade: abordagem clínica, psicológica e, futuramente, cirúrgica; promoção, prevenção, tratamento e reabilitação sob a mesma lógica (Lei 8.080/1990; PNAB).
- Cuidado centrado na pessoa: PTS e decisões compartilhadas segundo necessidades e preferências de João (PNAB; PNH). Alinhado à PNSI LGBT (MS, 2011) e boas práticas multiprofissionais (WPATH SOC8, 2022).
Análise das alternativas incorretas:
A) Inclui “participação popular” (controle social via conselhos), não evidenciada no caso, e “descrição”, que não é princípio/diretriz do SUS.
B) “Ordenação da rede” é atributo da APS, mas falta integralidade, fortemente presente no enunciado. “Descentralização” é diretriz de gestão (tripartite) e não aparece na cena clínica.
D) Traz “territorialização” (organização da APS por território e adscrição), não explicitada. Falta o cuidado centrado na pessoa, central no PTS descrito.
E) Embora a APS ordene a rede e coordene o cuidado, a alternativa inclui “descentralização” (dimensão gerencial) e omite a integralidade, claramente retratada pelo manejo multiprofissional e contínuo.
Referências rápidas: Lei 8.080/1990 (princípios/diretrizes do SUS); PNAB/MS 2017 (coordenação, integralidade, ordenação do cuidado); Política Nacional de Saúde Integral LGBT/MS 2011 (acesso, cuidado integral e não discriminação); WPATH SOC8 (abordagem multiprofissional centrada na pessoa).
Dica de prova: quando houver PTS, consulta compartilhada e encaminhamento com seguimento pela APS, pense em coordenação do cuidado e integralidade; quando o acesso de grupos vulnerabilizados é garantido, lembre da universalidade e, se explícito, da equidade.
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