Fernanda, 37 anos, apresenta falta de ar ao fazer esforços l...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão trata do abordagem inicial do paciente com suspeita de tromboembolismo pulmonar (TEP), enfatizando a importância da estratificação de risco antes da solicitação de exames diagnósticos. Reconhecer fatores de risco, sintomas e saber aplicar fluxogramas de conduta é essencial para médicos em concursos públicos.
Justificativa para a alternativa correta (B):
De acordo com a Diretriz Conjunta de Trombembolismo Venoso: “Utilizam-se os escores de risco clínico de Wells ou de Genebra para classificar a probabilidade pré-teste” (Seção: Avaliação da Probabilidade Pré-Teste).
No caso apresentado, Fernanda possui múltiplos fatores de risco (trombose venosa prévia, tabagismo, uso de anticoncepcional) e sinais clássicos de TEP (dispneia, dor torácica, hemoptise). O primeiro passo, antes de qualquer exame, é aplicar um escore clínico validado para nortear o próximo exame a ser solicitado (dímero D ou exames de imagem), evitando exposição desnecessária a exames, custos e atrasos no diagnóstico.
Isso está fundamentado em evidências, destacando a importância da probabilidade pré-teste para racionalizar o diagnóstico, conforme mostram revisões sistemáticas e manuais como “Harrison’s Principles of Internal Medicine”.
Análise das alternativas incorretas:
A) Cintilografia de ventilação/perfusão — Só indicada após avaliação da probabilidade clínica e quando a angiotomografia é contraindicada ou não disponível.
C) Angiotomografia — O exame de escolha na confirmação do TEP, mas não é o primeiro passo; depende da classificação da probabilidade clínica prévia.
D) Arteriografia pulmonar — É método invasivo e raramente utilizado atualmente, reservado para casos excepcionais.
E) Dosagem de dímero D — Utilizada principalmente em pacientes com probabilidade clínica baixa/intermediária. Nunca deve ser utilizada isoladamente sem a aplicação prévia dos escores clínicos.
Dica de prova: Sempre que a questão trouxer sintomas sugestivos de TEP e pedir a primeira conduta, procure pela alternativa que indica estratificação de risco. Exames diagnósticos vêm depois.
Obras de referência como “Goldman – Cecil Medicina” e diretrizes do Ministério da Saúde sustentam esse fluxo, refletindo boas práticas e a literatura internacional.
Resumo: A estratificação com escore de Wells ou Genebra é fundamental no manejo inicial do TEP, guiando a conduta dos próximos passos diagnósticos e terapêuticos.
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