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Q3574556 Medicina
Fernanda, 37 anos, apresenta falta de ar ao fazer esforços leves, dor aguda no peito e tosse com um pouco de sangue. É tabagista e utiliza anticoncepcional oral. Há 4 anos, teve trombose venosa profunda tratada por 3 meses. No exame físico, está normotensa, afebril, com frequência cardíaca de 110 bpm, ansiosa e com oximetria de pulso (spO2) de 92%. Não há outras alterações no exame físico. Qual a primeira conduta para o caso? 
Alternativas

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Tema central: A questão trata do abordagem inicial do paciente com suspeita de tromboembolismo pulmonar (TEP), enfatizando a importância da estratificação de risco antes da solicitação de exames diagnósticos. Reconhecer fatores de risco, sintomas e saber aplicar fluxogramas de conduta é essencial para médicos em concursos públicos.

Justificativa para a alternativa correta (B):

De acordo com a Diretriz Conjunta de Trombembolismo Venoso: “Utilizam-se os escores de risco clínico de Wells ou de Genebra para classificar a probabilidade pré-teste” (Seção: Avaliação da Probabilidade Pré-Teste).

No caso apresentado, Fernanda possui múltiplos fatores de risco (trombose venosa prévia, tabagismo, uso de anticoncepcional) e sinais clássicos de TEP (dispneia, dor torácica, hemoptise). O primeiro passo, antes de qualquer exame, é aplicar um escore clínico validado para nortear o próximo exame a ser solicitado (dímero D ou exames de imagem), evitando exposição desnecessária a exames, custos e atrasos no diagnóstico.

Isso está fundamentado em evidências, destacando a importância da probabilidade pré-teste para racionalizar o diagnóstico, conforme mostram revisões sistemáticas e manuais como “Harrison’s Principles of Internal Medicine”.

Análise das alternativas incorretas:

A) Cintilografia de ventilação/perfusão — Só indicada após avaliação da probabilidade clínica e quando a angiotomografia é contraindicada ou não disponível.

C) Angiotomografia — O exame de escolha na confirmação do TEP, mas não é o primeiro passo; depende da classificação da probabilidade clínica prévia.

D) Arteriografia pulmonar — É método invasivo e raramente utilizado atualmente, reservado para casos excepcionais.

E) Dosagem de dímero D — Utilizada principalmente em pacientes com probabilidade clínica baixa/intermediária. Nunca deve ser utilizada isoladamente sem a aplicação prévia dos escores clínicos.

Dica de prova: Sempre que a questão trouxer sintomas sugestivos de TEP e pedir a primeira conduta, procure pela alternativa que indica estratificação de risco. Exames diagnósticos vêm depois.

Obras de referência como “Goldman – Cecil Medicina” e diretrizes do Ministério da Saúde sustentam esse fluxo, refletindo boas práticas e a literatura internacional.

Resumo: A estratificação com escore de Wells ou Genebra é fundamental no manejo inicial do TEP, guiando a conduta dos próximos passos diagnósticos e terapêuticos.

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