A concepção crítico-emancipatória, fortemente associada a ...

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Q4035540 Pedagogia
A concepção crítico-emancipatória, fortemente associada a Elenor Kunz, propõe que a Educação Física escolar deve ir além da mera reprodução de movimentos ou da aptidão física, buscando a emancipação dos alunos. Esta abordagem se fundamenta na Teoria Crítica, especialmente na Ação Comunicativa de Habermas, e entende o movimento humano como uma forma de linguagem. O objetivo é desenvolver a competência comunicativa e a autonomia crítica, permitindo que os alunos compreendam o esporte e as práticas corporais como construções sociais e possam transformá-las. Qual é o papel central da "problematização" nesta concepção pedagógica?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O enunciado associa a proposta de Kunz à emancipação, à ação comunicativa e ao movimento como linguagem; nesse contexto, a problematização serve para questionar sentidos, valores, regras e interesses das práticas corporais, o que leva ao gabarito C.

Tema central: Problematização em Kunz
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque elimina discussão e reflexão, enquanto a problematização, nessa concepção, exige questionamento crítico das práticas corporais. O erro específico é trocar crítica e análise por vivência lúdica exclusiva e acrítica.
B
Errada
Está errada porque defende obediência irrestrita às regras do esporte institucionalizado e afirma que elas não podem ser questionadas. Isso contraria a perspectiva crítico-emancipatória, que admite examinar criticamente regras, valores e interesses socialmente produzidos.
C
Certa
A alternativa C está certa porque atribui à problematização a função crítica própria da concepção crítico-emancipatória: levar os alunos a refletirem sobre valores hegemônicos, regras, sentidos e interesses presentes nas práticas corporais. Isso corresponde à proposta de desenvolver autonomia crítica e competência comunicativa, tratando o esporte não como algo a ser apenas reproduzido, mas como construção social passível de análise e transformação.
D
Errada
Está errada porque reduz o ensino à correção técnica padronizada e ao alcance de um gesto ideal. Esse foco tecnicista é incompatível com a centralidade da emancipação crítica, já que substitui a problematização social e valorativa por ajuste biomecânico.
Pegadinha da questão
A confusão explorada é tomar problematização como algo secundário diante da prática, do lúdico, da disciplina às regras ou da correção técnica, quando aqui ela significa reflexão crítica sobre sentidos, valores e interesses das práticas corporais.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão mencionar concepção crítico-emancipatória, procure a alternativa que trate o esporte e as práticas corporais como construções sociais passíveis de análise crítica.
  • Se a alternativa exigir obediência às regras sem questionamento, ela contraria a ideia de emancipação e autonomia crítica.
  • Se a resposta reduzir a aula a ludicidade sem reflexão ou a correção técnica padronizada, ela foge do papel da problematização nessa abordagem.

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