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Q3574551 Medicina
O paciente Moacir, 69 anos, procurou atendimento médico devido à dispneia progressiva e foi diagnosticado com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), com base na espirometria. Há um ano, ele começou o tratamento com terapia inalatória usando formoterol e budesonida, além de receber as vacinas contra influenza, Covid-19 e pneumococo. Embora tenha apresentado melhora significativa da dispneia com a medicação, Moacir foi internado duas vezes por pneumonia confirmada por radiografia durante esse período. Diante desse quadro e do manejo da DPOC, é necessário considerar a conduta de
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Comentário – Questão sobre DPOC e pneumonia associada

Tema central: A questão aborda o manejo terapêutico da DPOC em paciente com episódios de pneumonia recorrente, especialmente avaliando o papel dos corticosteroides inalatórios (CI) e suas consequências clínicas.

O tratamento da DPOC envolve broncodilatadores de longa ação (LAMA/LABA) como base. O uso de CI é reservado para perfis específicos de pacientes, pois está relacionado a maior risco de pneumonia, conforme explicitam protocolos nacionais (PCDT/MS) e internacionais.

Justificativa da alternativa correta (E):

Segundo o PCDT da DPOC do Ministério da Saúde: “Corticosteroides inalatórios estão associados a aumento do risco de pneumonia.” Portanto, em pacientes que já tiveram episódios repetidos de pneumonia sob CI, a conduta preconizada é suspender o corticosteroide inalatório e manter o broncodilatador de longa ação (formoterol/apropriado ao quadro do paciente).

Esta decisão se fundamenta em grandes estudos e revisões sistemáticas (por exemplo, documento GOLD e relatórios nacionais) que contraindicam a manutenção do CI em casos de infecção pulmonar repetida, visando minimizar futuras complicações infecciosas.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Aumentar a dose de budesonida aumenta ainda mais o risco de eventos adversos, especialmente pneumonia e osteoporose. É contraindicado conforme o PCDT.

B) A azitromicina profilática é reservada para casos de exacerbações frequentes não relacionadas a infecção, e não resolve o problema do risco já aumentado pelos CI. Potencializa resistência bacteriana.

C) Roflumilaste é indicado para casos com bronquite crônica e exacerbações frequentes apesar da terapia otimizada. Não é primeira escolha após pneumonias recorrentes associadas a CI.

D) Umeclidínio inalatório (um LAMA) seria uma boa adição ao broncodilatador, mas não aborda o principal problema: o risco infeccioso do CI. Manter CI na presença de pneumonias recorrentes é errado.

Como estratégia de prova, atente-se a palavras-chave como “duas internações por pneumonia” e à relação direta entre corticosteroides inalórios e infecções pulmonares em DPOC — conteúdo frequentemente cobrado e pegadinha clássica.

Segundo o Protocolo do Ministério da Saúde (p. 33, PCDT DPOC): “A ocorrência de pneumonia em paciente em uso de corticosteroide inalatório é indicação de sua suspensão.”

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