Em uma reunião da equipe de Unidade Básica de Saúde (UBS), e...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a conduta recomendada diante de alta prevalência de esquistossomose (*Schistosoma mansoni*) em área endêmica, especificamente segundo protocolos do Ministério da Saúde.
Justificativa da alternativa correta (B):
Nas localidades em que a prevalência de esquistossomose fica entre 15% e 25% em inquérito coproscópico, como no caso apresentado (20%), o Ministério da Saúde orienta: tratar os casos positivos e seus conviventes. Segundo o Plano Integrado de Ações Estratégicas (2011-2015):
"Deverão ser tratados os casos positivos em exames coproscópicos e os conviventes."
Essa conduta é essencial para quebrar o ciclo de transmissão em comunidades onde muitos conviventes dividem a mesma exposição ambiental, reduzindo a chance de reinfecção e de manutenção do ciclo do parasita. Estudos mostram que somente tratar casos identificados pode ser insuficiente devido a recorrente exposição ambiental e limitações dos exames coproscópicos.
Análise das alternativas incorretas:
A) os casos positivos, apenas.
Incorreta. Apesar de importante, esta conduta é incompleta para áreas de prevalência intermediária. O risco de subtratamento de contatos expostos permanece elevado.
C) os indivíduos de toda a comunidade.
Incorreta. O tratamento comunitário universal só é indicado em áreas com prevalência acima de 25%, conforme protocolo oficial.
D) os casos confirmados por meio de um segundo exame, apenas.
Incorreta. Não há necessidade de confirmação por novo exame; basta a positividade inicial e o contexto epidemiológico para indicar o tratamento.
E) os casos sintomáticos, apenas.
Incorreta. Muitos infectados podem permanecer assintomáticos e, mesmo assim, continuam contribuindo para a manutenção do ciclo epidemiológico.
Dicas de interpretação: Preste sempre atenção aos critérios epidemiológicos (prevalência na área) – eles são o determinante para escolha do protocolo de tratamento coletivo ou seletivo. Palavras como “apenas” costumam restringir excessivamente, tornando as alternativas menos prováveis em questões de saúde pública.
Referências: Ministério da Saúde, Plano Integrado de Ações Estratégicas 2011-2015; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed.
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