No Brasil Colônia, as mulheres brancas livres, em geral, tin...

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Q3701753 História

No Brasil Colônia, as mulheres brancas livres, em geral, tinham um cotidiano restrito ao ambiente doméstico. Eram controladas por familiares e podiam sofrer com a violência de seus pais e maridos. Mas, apesar das dificuldades, estima-se que nessa época quase metade das famílias nos centros urbanos era chefiada por mulheres. Algumas delas administraram mercearias, lojas e quitandas. Houve, ainda, casos de mulheres da elite que se tornaram donatárias de Capitanias. As “capitoas” do Brasil Colonial: mulheres no comando de capitanias Quando se fala em capitanias hereditárias, duas merecem destaque – São Vicente e Pernambuco – junto com seus capitães donatários Martim Afonso de Sousa e Duarte Coelho, respectivamente. O que pouca gente sabe é que esses fidalgos portugueses não merecem os créditos pelo sucesso das capitanias que receberam, mas sim, suas esposas.


Na Capitania de Pernambuco podemos destacar a liderança de 

Alternativas

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Resposta: Alternativa B — Brites Mendes de Albuquerque

Tema central: mulheres na sociedade colonial e o sistema de capitanias hereditárias. A questão exige reconhecer quem, na Capitania de Pernambuco, assumiu papel de liderança como donatária e gestora das atividades econômicas e administrativas.

Resumo teórico: as capitanias hereditárias (séc. XVI) foram faixas de terra entregues pela Coroa portuguesa a donatários para colonização e exploração. Embora a sociedade colonial fosse patriarcal, mulheres livres — especialmente viúvas ou herdeiras — podiam tornar‑se donatárias ou exercer a administração da capitania quando o marido não estava presente ou falecia. Essas mulheres ficaram conhecidas como “capitonas” ou donatárias.

Por que a alternativa B é correta? Brites Mendes de Albuquerque é a figura histórica associada à liderança na Capitania de Pernambuco: ela exerceu funções administrativas e de comando nas ausências e após a morte do donatário (Duarte Coelho), organizando povoamento, defesa e a implantação da economia açucareira. Fontes sobre a formação de Pernambuco e as capitanias destacam seu papel como mulher dona/gestora da capitania.

Análise das alternativas incorretas:
A — Ana Pimentel Henriques Maldonado: nome sem vínculo reconhecido com a administração da Capitania de Pernambuco nas fontes clássicas; não é a “capitã” referida.
C — Luísa Grimaldi ou Grinalda: igualmente não aparece nas narrativas sobre a donataria de Pernambuco; parece ser figura de outra esfera ou confundida com personalidades locais.
D — Hipólita Jacinta Teixeira de Melo: não vinculada historicamente à chefia da capitania pernambucana.
E — Tereza de Benguela: líder quilombola do século XVIII (Quariterê, Mato Grosso), importante na história afro‑brasileira, mas cronológica e geograficamente distinta do contexto das capitanias do século XVI.

Dica de prova: ao ver “Capitania de Pernambuco” lembre‑se de nomes ligados ao donatário Duarte Coelho e à família Albuquerque; descarte opções anacrônicas (como Tereza de Benguela) ou nomes que não constam nas fontes sobre capitanias hereditárias.

Fontes e leituras recomendadas: textos sobre capitanias hereditárias em arquivos nacionais e estudos de história colonial (por exemplo, obras introdutórias de Boris Fausto e acervos da Fundação Joaquim Nabuco).

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