Uma equipe de Defesa Civil precisa emitir um parecer climát...

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Q3954968 Geografia
Uma equipe de Defesa Civil precisa emitir um parecer climático para orientar ações em fevereiro em duas áreas brasileiras:

(1) um município na faixa litorânea do Sudeste, com histórico de deslizamentos;
(2) um município no Semiárido nordestino, com risco de estiagem e colapso hídrico.

O parecer deve considerar, de forma integrada, circulação de grande escala, sistemas atmosféricos atuantes no verão e variabilidade interanual (teleconexões), sem recorrer a explicações "apenas locais". Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A distinção decisiva era reconhecer, no Sudeste litorâneo, chuva persistente de verão ligada à convergência de umidade em larga escala, e, no Semiárido, a dependência da chuva de fevereiro do posicionamento sazonal da ZCIT e da variabilidade oceânica-atmosférica.

Tema central: Circulação atmosférica de verão no Brasil
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque desloca o mecanismo dominante do verão no Sudeste para a passagem frequente de frentes frias típicas do inverno e rebaixa indevidamente o papel das faixas de umidade. No Semiárido, erra ao atribuir a estiagem principalmente a sombras de chuva locais e ainda dizer que isso ocorre independentemente do deslocamento latitudinal dos sistemas tropicais, quando a base afirma a forte dependência da ZCIT.
B
Errada
Está errada por inverter relações físicas básicas. Ar muito seco em médios níveis tende a favorecer estabilidade e inibição, não chuva persistente de verão; do mesmo modo, subsidência inibe convecção profunda, não aumenta a formação de nuvens profundas.
C
Certa
A alternativa C é a única que usa os controles climáticos corretos nas duas áreas e na escala pedida. Para o litoral do Sudeste em fevereiro, o quadro de chuva persistente associado a risco de deslizamento é compatível com convergência de umidade em larga escala, inclusive em faixas quase estacionárias. Para o Semiárido nordestino, a chuva em fevereiro depende fortemente do posicionamento sazonal da ZCIT e da variabilidade oceânica-atmosférica interanual. Portanto, C corresponde ao núcleo explicativo cobrado pela questão.
D
Errada
Está errada porque supervaloriza maritimidade e brisas como explicação principal dos deslizamentos no Sudeste, minimizando a organização sinótica da umidade, que é a escala relevante no quadro descrito. No Semiárido, erra ao afirmar alta regularidade das chuvas por baixa latitude e ao desprezar oscilações oceânicas, contrariando a variabilidade conhecida da quadra chuvosa e o papel da ZCIT e da variabilidade oceânica-atmosférica.
Pegadinha da questão
A confusão real era trocar mecanismos de grande escala típicos do verão por explicações locais ou por mecanismos sazonalmente inadequados, além de aceitar inversões físicas como se ar seco e subsidência favorecessem chuva profunda.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão exigir integração entre circulação, sistemas sazonais e teleconexões, priorize explicações de escala sinótica/planetária, não fatores apenas locais.
  • No litoral do Sudeste em verão chuvoso, risco por chuva persistente aponta mais para convergência de umidade em larga escala do que para brisa, maritimidade isolada ou frentes tratadas como mecanismo principal típico.
  • No Semiárido nordestino, fevereiro deve ser lido pela posição sazonal da ZCIT e pela variabilidade oceânica-atmosférica; explicações independentes desses controles tendem a estar erradas.

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A alternativa correta é a C

Ela é a única que integra corretamente circulação de grande escala, sistemas atmosféricos de verão e variabilidade interanual:

  • Sudeste litorâneo (verão):
  • O principal mecanismo de chuva persistente e volumosa são zonas de convergência de umidade em larga escala, como a ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul). Essas faixas quase estacionárias canalizam umidade da Amazônia para o Sudeste, favorecendo chuvas contínuas — condição clássica para deslizamentos.
  • Semiárido nordestino:
  • A chuva depende fortemente do posicionamento da ZCIT (Zona de Convergência Intertropical), que migra sazonalmente. Além disso, há forte influência de teleconexões, como:
  • aquecimento/resfriamento do Atlântico Tropical
  • eventos como El Niño/La Niña
  • Esses fatores controlam se haverá chuva ou estiagem, podendo levar até a colapso hídrico em anos desfavoráveis.

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