Pacientes gravemente malnutridos devem receber, inicialmente...
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Vamos analisar a questão: trata-se da Síndrome da Realimentação, uma condição clínica que pode ocorrer em pacientes gravemente malnutridos logo após a reintrodução de nutrientes. A questão central é a deficiência de eletrólitos, especialmente o fósforo, associado à disfunção muscular esquelética e sintomas como falta de ar.
Na alternativa correta (C) - fósforo, a escolha se justifica porque, durante a realimentação, a rápida utilização de glicose aumenta a demanda por fosfatos, o que pode levar à hipofosfatemia. Esta condição é conhecida por causar fraqueza muscular, incluindo a musculatura respiratória, resultando em dispneia.
Agora, vamos analisar as alternativas incorretas:
- A - cálcio: Embora o cálcio seja importante, sua deficiência não é a mais relevante na síndrome da realimentação. A hipocalcemia geralmente não está associada a realimentação, mas pode ocorrer como consequência de outras condições metabólicas.
- B - cobre: A deficiência de cobre não está associada diretamente à síndrome da realimentação. O cobre é essencial para várias funções enzimáticas e hematopoiese, mas sua deficiência não é típica deste cenário.
- D - selênio: O selênio é crucial para a função antioxidante e saúde da tireoide, mas sua deficiência não é primária na síndrome da realimentação.
- E - zinco: Importante para a função imunológica e enzimática, a deficiência de zinco pode ocorrer em estados de desnutrição, mas também não é característica da síndrome da realimentação.
Entender a fisiopatologia da síndrome da realimentação é fundamental: durante a realimentação, a insulina estimula a absorção de glicose, fósforo e outros eletrólitos, que se movem rapidamente para o interior das células, levando à diminuição dos níveis séricos de fósforo, potássio e magnésio. Isso pode causar complicações graves, como insuficiência respiratória e cardíaca.
Para evitar a síndrome, recomenda-se iniciar a alimentação com uma carga calórica e de eletrólitos reduzida e aumentá-la gradualmente, monitorando atentamente os níveis de eletrólitos, conforme diretrizes de nutrição clínica e recomendações de entidades como a OMS.
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