Paciente, feminina, 50 anos, perdeu 27 kg em 4 meses, após c...
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Tema central: Complicações biliares após cirurgia bariátrica, especialmente colelitíase (formação de cálculos na vesícula biliar), destaca-se como desdobramento clínico relevante em pacientes com perda ponderal rápida pós-bypass gástrico.
Justificativa da alternativa correta (E): Após cirurgia bariátrica, a rápida perda de peso altera o metabolismo do colesterol, favorecendo a formação de cálculos biliares. Segundo as “Diretrizes sobre a Colelitíase associada à Cirurgia Bariátrica” da SBCBM: “a incidência de colelitíase sintomática pode chegar a 17,1% dos pacientes no pós-cirúrgico”. A dor pós-prandial em epigástrio, sem melhora com antiácidos, é clássica das cólicas biliares. Por isso, a resposta correta é a alternativa E (Colelitíase/cólica biliar).
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Úlcera anastomótica: Embora possível no pós-bariátrica e cursando com dor epigástrica, caracteriza-se por dores relacionadas à ingesta alimentar ou jejum prolongado, muitas vezes com resposta a antiácidos, o que não foi observado.
B) Obstrução intestinal: Geralmente associada a dor intensa, distensão abdominal, vômitos, interrupção de eliminação de gases e fezes, sintomas ausentes no relato da paciente.
C) Síndrome de Dumping: Ocorre tipicamente logo após as refeições (até 20 minutos) e está acompanhada de sintomas autonômicos (sudorese, palpitação, diarreia, mal-estar), não sendo dor epigástrica persistente como no caso.
D) Hérnia intestinal: Poderia provocar dor abdominal, mas costuma apresentar quadro obstrutivo associado (vômitos, distensão).
Ponto-chave para a prova: Ficar atento ao tempo de aparecimento dos sintomas (30 minutos após alimentação), tipo de dor (epigástrica, persistente, não aliviada por antiácido) e contexto de rápida perda de peso após cirurgia são indícios fortes de colelitíase.
Diretrizes: Segundo a SBCBM, “o uso de ácido ursodesoxicólico pode ser considerado para prevenir a colelitíase nesses pacientes”.
Manual de referência: Sabiston – Tratado de Cirurgia, UpToDate e consensos da SBCBM reforçam essa associação e orientam a indicação de colecistectomia em sintomas persistentes.
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