Paciente masculino de 72 anos, sem comorbidades diagnostica...
Paciente masculino de 72 anos, sem comorbidades diagnosticadas, apresenta em diferentes medidas de consultório, pressão arterial entre 150 x 96 e 156 x 100 mmHg. Todos os seus exames laboratoriais estão dentro da normalidade e o ecocardiógrafo mostra índice de massa de ventrículo esquerdo = 139 g/m2 . Como antecedente familiar relevante refere que seu pai faleceu aos 54 anos de “derrame” cerebral. A melhor conduta seria:
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Para resolver a questão apresentada, é importante compreender o tema central: hipertensão arterial em idosos. O paciente em questão é um homem de 72 anos com leituras de pressão arterial consistentemente elevadas, variando entre 150 x 96 e 156 x 100 mmHg, o que caracteriza hipertensão arterial estágio 1 de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Vamos analisar cada alternativa:
A - Tratamento não farmacológico apenas: Embora o tratamento não farmacológico, como dieta e exercícios, seja essencial, ele não é suficiente neste caso. Pacientes com hipertensão estágio 1 e fatores de risco, como história familiar de "derrame" (acidente vascular cerebral), geralmente requerem intervenção farmacológica. Portanto, essa alternativa é insuficiente.
B - Monoterapia com anlodipino 5 mg/dia: O anlodipino é um bloqueador do canal de cálcio, frequentemente usado no tratamento da hipertensão. No entanto, dados os antecedentes familiares do paciente e a necessidade de controle mais rigoroso, a monoterapia pode não ser suficiente. Além disso, o índice de massa de ventrículo esquerdo elevado sugere hipertrofia, o que pode exigir uma abordagem terapêutica mais agressiva.
C - Monoterapia com hidroclorotiazida 50 mg/dia: A hidroclorotiazida é um diurético tiazídico eficaz, mas a dose sugerida na alternativa está acima da dose usual recomendada, que varia de 12,5 a 25 mg/dia. Além disso, a monoterapia pode não ser adequada, considerando o risco cardiovascular aumentado do paciente.
D - Tratamento farmacológico com captopril 12,5 mg 2 vezes ao dia associado a hidroclorotiazida 12,5 mg/dia: Esta é a alternativa correta. A combinação de um inibidor da enzima de conversão da angiotensina (captopril) com um diurético tiazídico (hidroclorotiazida) é uma estratégia eficaz para o controle da hipertensão, especialmente em pacientes idosos e com risco cardiovascular aumentado.
O raciocínio clínico para escolher esta alternativa inclui a necessidade de um controle mais rigoroso da pressão arterial devido ao histórico familiar e à hipertrofia do ventrículo esquerdo, que contribui para o risco cardiovascular. A combinação de medicamentos potencializa o efeito anti-hipertensivo e pode melhorar a proteção cardiovascular.
Segundo as diretrizes da SBC, a combinação de medicamentos é frequentemente recomendada para hipertensão estágio 1 em pacientes com risco cardiovascular aumentado.
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