A crítica à política externa foi arma utilizada pela campa...
A crítica à política externa foi arma utilizada pela campanha republicana com o objetivo de desmoralizar o regime monárquico. As intervenções na região do rio da Prata e a Guerra do Paraguai foram temas atacados frequentemente por republicanos, a exemplo de Silva Jardim, Saldanha Marinho e Quintino Bocaiúva.
Relativamente à queda do Império e à Primeira República (1889-1930), julgue o item que se segue.
Entre as transformações da política externa brasileira na Primeira República, quando emergiu a figura central de Rio Branco, destacam-se a aproximação com Washington, a sistemática solução das questões fronteiriças e os primeiros movimentos da diplomacia multilateral (Sociedade das Nações e Pan-Americanismo).
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Gabarito C
Durante a Primeira República, a atuação de José Maria da Silva Paranhos Júnior marcou mudanças importantes na política externa brasileira, como a aproximação com os Estados Unidos e a busca por maior inserção internacional.
Também ganharam destaque a solução diplomática de disputas de fronteira e a participação em iniciativas multilaterais, como o Pan-Americanismo e organismos internacionais do período.
CFOPMBA
Destaca-se que a participação do Brasil na Sociedade das Nações ocorreu após a morte de Rio Branco, já no contexto do pós-Primeira Guerra Mundial (1919). Ainda assim, a assertiva está correta ao tratar isso como parte das transformações diplomáticas da Primeira República.
A afirmação está correta.
Os republicanos usaram a política externa imperial como alvo de críticas para enfraquecer a imagem da Monarquia.
Intervenções no Prata (Guerra do Uruguai, 1864-1865) e a Guerra do Paraguai (1864-1870) foram atacadas como desgastantes, onerosas e desnecessárias.
Os republicanos argumentavam que o Império se endividava e sacrificava vidas brasileiras por interesses da elite agrária e do governo argentino/uruguaio, sem trazer benefícios reais para o povo.
Nomes citados: Silva Jardim, Saldanha Marinho e Quintino Bocaiúva foram, de fato, figuras ativas na propaganda republicana que exploravam esses temas.
Certo. O Barão do Rio Branco, como Ministro das Relações Exteriores (1902-1912), de fato consolidou os pilares centrais da política externa brasileira na Primeira República apontados no item: a aproximação com os EUA (a chamada política do "não alinhamento automático" evoluindo para uma aproximação estratégica, simbolizada pela elevação das legações à categoria de embaixadas em 1905, sob influência do barão do Rio Branco e do embaixador Joaquim Nabuco); a solução sistemática das questões de fronteira (Acre, com o Tratado de Petrópolis em 1903 frente à Bolívia; disputas com Argentina, Guiana Francesa, Bolívia, Peru, Colômbia e Uruguai, praticamente todas resolvidas por via diplomática e arbitral durante sua gestão, consolidando os contornos territoriais atuais do país); e os primeiros passos do multilateralismo brasileiro, com a participação ativa nas Conferências Pan-Americanas (como a de 1906, no Rio de Janeiro) e, já no período pós-Rio Branco (mas ainda na Primeira República), a adesão do Brasil como membro fundador da Liga em 1920.
O Barão do Rio Branco foi uma figura central da política externa da Primeira República, especialmente como ministro das Relações Exteriores (1902–1912
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