Os tendões flexores superficiais e profundos dos dedos pass...

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Q3036499 Medicina
Os tendões flexores superficiais e profundos dos dedos passam por túneis osteofibrosos, formados na superfície volar dos ossos metacarpais e das falanges e reforçado por polias. Em relação ao assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas

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Tema central: anatomia funcional das polias dos tendões flexores (A1–A5 e C1–C3) e sua relação com o “dedo em gatilho” (tenossinovite estenosante). As polias mantêm os tendões próximos ao osso, evitando o “efeito de corda de arco” (bowstringing) durante a flexão.

Alternativa INCORRETA (Gabarito): A
Justificativa: Em adultos, o dedo mais acometido no dedo em gatilho é tipicamente o anelar, seguido por médio e polegar; em crianças, o polegar é o mais frequente. Portanto, afirmar que o polegar é “o mais comumente envolvido” de forma geral está incorreto. Evidência: UpToDate (Stenosing flexor tenosynovitis), Green’s Operative Hand Surgery, ASSH.

Análise das demais alternativas (corretas):

B) As polias A2 (falange proximal) e A4 (falange média) são as principais responsáveis por manter os tendões junto ao esqueleto durante a flexão. Sua integridade previne o bowstringing e preserva força e excursão. Por isso, cirurgias evitam liberar A2/A4. Referências: Green’s; ASSH.

C) A polia A1 localiza-se ao nível da articulação metacarpofalângica, sobre a cabeça/colo do metacarpo, reforçando a bainha no início do túnel osteofibroso. Essa descrição anatômica é compatível com os tratados clássicos (Green’s, Netter).

D) No dedo em gatilho, há espessamento da polia A1 e nódulo no tendão, com aumento de pressão na borda proximal da A1, ocasionando estalido, dor e travamento. Ultrassom pode mostrar A1 espessada. Corresponde à fisiopatologia aceita (UpToDate; Hand Clinics).

Como interpretar na prova:

  • Decore: A2 e A4 são cruciais; A1 é a polia envolvida no gatilho.
  • Pegadinha: “dedo mais acometido” — diferenciar adultos (anelar) versus crianças (polegar).
  • Local da dor/palpação: sobre a A1 (nível da MCP).

Diagnóstico e conduta (resumo útil):
Clínica: dor e estalido no nível da A1, travamento ao flexoestender. Exame: nódulo palpável, ressalto; US pode auxiliar. Tratamento: imobilização breve, AINEs, infiltração de corticosteroide na bainha da A1 (alta taxa de sucesso); refratários: liberação cirúrgica da A1 preservando A2/A4. Fontes: UpToDate; ASSH guidelines.

Referências-chave: UpToDate (Stenosing flexor tenosynovitis); Green’s Operative Hand Surgery; American Society for Surgery of the Hand.

Resposta: A (incorreta)

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