Assinale a alternativa que reescreve um trecho do texto man...
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão avalia interpretação de texto, especialmente a habilidade de reformular um trecho mantendo o sentido original. Você deve dominar conceitos de coesão e coerência textual e reconhecer a função dos conectores para manter as relações lógicas do texto.
Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa A reescreve fielmente a ideia original: “Não sei o que eles acharam da benção. O ponto de vista dos animais não é necessariamente o nosso…” para “Não sei o que eles acharam da benção, porque o ponto de vista dos animais não é necessariamente o nosso…”. Nota-se que o uso de “porque” apenas explicita a relação de causa textual já presente: a dificuldade em saber a opinião dos animais ocorre justamente porque eles têm ponto de vista diferente. Esses conectores, segundo Cunha & Cintra e Bechara, mantêm a coesão sem alterar o sentido, o que caracteriza uma paráfrase fiel.
Análise das incorretas:
B) O “portanto” indica conclusão, mas o texto original não apresenta essa lógica; insere um sentido de consequência não existente.
C) O uso de “para” transforma relação temporal (“em cinco anos, saiu à rua seis vezes”) em finalidade, fugindo do que está no texto.
D) O “mas” traz oposição, alterando o tom neutro/informativo do original para uma adversidade não prevista.
E) “Embora” introduz concessão, alterando a causa de o jornal ser mimeografado por uma restrição adversativa. Retira o nexo de explicação do texto.
Dicas para provas:
Sempre identifique conectivos que mudam relações lógicas (causa, oposição, conclusão, concessão). A troca de conectivos é uma pegadinha comum, pois muda o sentido na paráfrase. Segundo Bechara, “a fidelidade ao sentido original exige respeito à natureza do nexo textual”. Leia atentamente e compare a função lógica das frases antes de decidir.
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gabarito A
frase original: Não sei o que eles acharam da benção. O ponto de vista dos animais não é necessariamente o nosso
alternativa: Não sei o que eles acharam da benção, porque o ponto de vista dos animais não é necessariamente o nosso… (1° parágrafo)
Em vez de encerrar o parágrafo a alternativa utilizou uma conjunção para dar seguimento na ideia do texto.
A - Não sei o que eles acharam da benção, porque o ponto de vista dos animais não é necessariamente o nosso… (1° parágrafo)
- Análise: A conjunção "porque" estabelece uma relação de causa e explicação. A frase explica o motivo de não saber a opinião dos animais: o fato de o ponto de vista deles ser diferente do nosso. A construção é perfeitamente lógica e coerente.
B - … a tartaruga não terá motivo para reclamar (…), portanto isso não quer dizer que os bichos não tenham opinião. (1° e 2° parágrafos)
- Análise: A conjunção "portanto" indica uma conclusão. A lógica aqui é falha. O fato de uma tartaruga não ter motivo para reclamar não leva à conclusão de que os animais têm opinião. A relação entre as duas ideias é de contraste, e o conectivo adequado seria "mas" ou "porém", e não "portanto".
C - Chama-se precisamente A Voz dos Animais e já vai pelo sexto número, para, em cinco anos, sair à rua seis vezes. (2° parágrafo).
- Análise: A preposição "para" indica finalidade ou propósito. A frase fica sem sentido, pois a finalidade de um jornal não é "sair seis vezes". A frequência de publicação é uma característica ou um fato, não um objetivo. A construção é ilógica.
D - Em cinco anos, saiu à rua seis vezes, mas não se pode dizer que os animais abusem do direito de manifestar-se. (2° parágrafo)
- Análise: A conjunção "mas" indica contraste ou oposição. A ideia de que o jornal saiu poucas vezes não se opõe à ideia de que os animais não abusam do direito de se manifestar; na verdade, a segunda ideia é uma consequência irônica da primeira. O uso de "mas" não é o mais adequado para expressar essa relação de causa e consequência.
E - Porque o jornal é mimeografado, embora as finanças da organização não deem para mais. (3° parágrafo)
- Análise: A frase usa "Porque" (causa) e "embora" (concessão/oposição) de forma contraditória. O fato de as finanças não permitirem mais é a causa de o jornal ser mimeografado, e não uma ideia oposta a ela. A construção é ilógica
porque junto e sem acento = usado para responder a uma pergunta ou para introduzir uma explicação ou causa, sendo um sinónimo de "pois" ou "uma vez que".
porque junto e sem acento = usado para responder a uma pergunta ou para introduzir uma explicação ou causa, sendo um sinónimo de "pois" ou "uma vez que".
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