O primeiro molar superior permanente apresenta uma crista o...

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Q3547367 Odontologia
O primeiro molar superior permanente apresenta uma crista oblíqua, também denominada ponte de esmalte, que une as cúspides: 
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Tema central: Morfologia do primeiro molar superior permanente, especificamente a crista oblíqua (ponte de esmalte), um marco anatômico que liga cúspides e separa as fossas central e distal, com impacto direto em oclusão e preparo cavitário.

Alternativa correta: B — Mésio-lingual e Disto-vestibular.

A crista oblíqua do 1º molar superior é formada pela união da crista distal da cúspide mésio-lingual com a crista triangular da cúspide disto-vestibular. Essa estrutura cruza o plano oclusal em diagonal (de ML para DV), funcionando como uma “ponte de esmalte” que confere resistência ao dente e organiza as fossas e sulcos oclusais. Em clínicas restauradoras, sua preservação é recomendada quando íntegra, pois sua remoção pode reduzir a rigidez estrutural do elemento dental (Wheeler’s Dental Anatomy; Woelfel’s Dental Anatomy).

Análise das alternativas incorretas:

  • A — Mésio-vestibular e Disto-lingual: essas cúspides ficam em diagonal oposta. Não há ponte anatômica típica entre elas; a crista oblíqua não se forma nesse trajeto. Além disso, a cúspide disto-lingual é frequentemente menor ou até ausente em variações, o que inviabiliza essa conexão.
  • C — Mésio-vestibular e Disto-vestibular: ligaria duas cúspides vestibulares por uma suposta crista transversa, o que não ocorre no molar superior. A configuração transversa típica (quando presente) é uma característica mais descrita em molares inferiores.
  • D — Mésio-lingual e Disto-lingual: unir duas cúspides linguais não define a crista oblíqua. Entre elas existe frequentemente um sulco lingual; além disso, a cúspide de Carabelli (quando presente) é acessória na face ML e não participa da crista oblíqua.

Estratégia para a prova:

  • Visualize a “diagonal forte” do molar superior: DV → ML. Memorize: “DB (DV) triangular ridge + ML distal ridge = crista oblíqua”.
  • Lembre que essa crista separa as fossas central e distal e, se hígida, deve ser preservada em preparos oclusais.

Referências: Wheeler’s Dental Anatomy, Physiology and Occlusion (11ª ed.); Woelfel’s Dental Anatomy (9ª ed.); Okeson, Management of Temporomandibular Disorders and Occlusion (para implicações oclusais).

Gabarito: B

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