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Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue...

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Q3951990 Português
Por que a voz muda ao longo do tempo?

        Se você ligar para alguém por telefone, em poucos segundos, será capaz de identificar se quem está do outro lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto ou um idoso. Por mais que cada voz seja única, todas elas passam por mudanças ao longo da vida e devem receber cuidados. Mas por que a voz muda com o tempo?

        Em crianças a laringe (estrutura onde ficam localizadas as cordas vocais) tem um tamanho determinado. Conforme ela vai crescendo, também aumenta de tamanho, assim como as cordas vocais dentro dela. Essa transformação pode ser percebida principalmente durante a adolescência, quando há o estirão de crescimento, e o jovem passa pelo processo de “muda vocal”.

        Nesse período, os adolescentes costumam ficar com a voz irregular, ora grave, ora fina. É o resultado da influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”, e a voz se estabilize como a de um adulto.

        Com o passar do tempo, no entanto, as cordas vocais perdem seu vigor assim como o restante dos tecidos e músculos do corpo. Isso também leva a alterações na voz, fazendo com que o idoso fale de forma menos potente e, eventualmente, até trêmula.

        Por outro lado, além da ação hormonal e do próprio envelhecimento, existem fatores ambientais que podem ser agressivos para a voz. É o caso, principalmente, do cigarro.

        O uso de anabolizantes, sem acompanhamento médico, também pode afetar a voz, inclusive de maneira permanente — mesmo após o abandono dos hormônios. O risco inclui os anabolizantes injetáveis, de via oral ou até em formato de pomada.

        Na terceira idade, porém, é preciso acender o sinal de alerta frente às alterações na voz. Ainda que elas sejam comuns, muitas vezes, podem representar um problema mais grave ou, ainda, resultar em isolamento social.

        Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; hidratar‑se constantemente; fazer períodos de descanso da voz regularmente, especialmente quem trabalha com ela, como cantores, professores e seminaristas; para quem tem refluxo, evitar alimentos que possam favorecer a ocorrência da doença, como aqueles muito condimentados, apimentados, cítricos ou gordurosos.

Internet:<drauziovarella.uol.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


No que diz respeito à estruturação sintática do período, o emprego do acento grave em “Para evitar prejuízos à voz” é facultativo, uma vez que o termo subsequente é um substantivo feminino singular e está precedido de um verbo que aceita complemento sem preposição.

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Comentários

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GAB. ERRADO

Nesse caso a crase é obrigatória.

O substantivo "prejuízo" (e seu plural "prejuízos") exige, em geral, a preposição "a" para indicar a pessoa, coisa ou entidade que sofre o dano ou a perda.

Regência: prejuízo + a + (algo/alguém)

E como “voz” é um substantivo feminino determinado (a voz), a fusão a + a = à é obrigatória.

prejuízos + a + a voz = prejuízos à voz

JOSUÉ 1:9

Gabarito: errado.

Não é facultativo.

Prejuízos? a alguém, não é mesmo? Então já temos um "a" oculto após prejuízos.

....a voz... observa que temos mais um "a"

um precisa do outro= a +a = À

VOZ= SUBSTANTIVO FEMININO

A CRASE É OBRIGATÓRIA!!

.... À VOZ...

à voz refere-se a algo.

Se não enquadrar no mnemônio, ATE (antes do a), SUA (pron possessivo femin. depois do a), MARIA (nome próprio feminino depois do a), NÃO SERÁ FACULTATIVO, e sim obrigatório ou proibido.

  • Na frase, o acento grave é obrigatório.

No português, a crase só é facultativa em três hipóteses:

  1. Nomes próprios femininos (Refiro-me à/a Maria);
  2. Pronomes possessivos femininos no singular (Dirijo-me à/a sua casa);
  3. Após a preposição "até" (Fui até à/a praia).

Na questão, o substantivo "voz" é substantivo comum feminino singular e não se enquadra em nenhuma das hipóteses de facultatividade.

  • Na justificativa, há erro de regência e de análise sintática.

A assertiva associa o acento grave ao verbo "evitar".

“Para evitar prejuízos à voz”

VTD + OD. + C.N.

Ocorre que, na estrutura sintática do trecho, "prejuízos" é complemento verbal do verbo "evitar" (VTD), sendo então objeto direto; e "à voz" é complemento nominal do substantivo "prejuízos".

Como quem causa prejuízo, causa prejuízo a algo ou a alguém, este exige a preposição "a".

Assim, o substantivo "voz" atua como termo regido por "prejuízos" e aceita o artigo definido feminino "a".

Assim, ocorre a crase pela fusão da preposição exigida pela regência nominal de "prejuízos" com o artigo definido de "voz".

APROFUNDAMENTO - Diferença entre complemento nominal e objeto indireto

- A confunsão ocorre quando há objeto direto na frase, pois tanto o complemento nominal quanto o objeto indireto são preposicionados

- Contudo, o objeto indireto vem após um verbo. Se retira-se o O.D. de uma frase e ela mantém sentido, é um objeto indireto.

Ex.: Entregaram o prêmio ao vencedor (retirando o OD: "Entregaram ao vencedor" - mantém sentido, é OI)

VTDI + OD + OI

- Complemento nominal vem após um nome. Se retira-se o O.D. de uma frase e ela perde o sentido, é um complemento nominal

Ex.: Para evitar prejuízos à voz (retirando o OD: "Para evitar à voz" - perde sentido, é CN)

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