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A criptococose em pacientes HIV+ com imunossupressão profun...

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Q3734649 Medicina
A criptococose em pacientes HIV+ com imunossupressão profunda exige equilíbrio entre o controle da infecção e a restauração da imunidade, minimizando complicações como IRIS. Acerca desse tema, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)A introdução da TARV em pacientes com criptococose deve ser feita com cautela para evitar IRIS, que pode agravar os sintomas e complicar o manejo clínico.
(__)A vigilância da pressão intracraniana é dispensável no manejo da criptococose, pois as complicações neurológicas são raras e autolimitadas.
(__)O uso de anfotericina B lipossomal combinado com flucitosina é indicado para pacientes HIV+ com criptococose, mas não exige monitoramento renal ou hepático.
(__)A introdução escalonada da TARV, associada ao manejo criterioso de IRIS, reduz a mortalidade e melhora o controle da infecção em pacientes HIV+.

A sequência está correta em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na criptococose associada ao HIV avançado, a diretriz da WHO orienta adiar o início da TARV após a terapia antifúngica ótima e manter vigilância ativa da pressão intracraniana, pois esses pontos definem o manejo e sustentam a sequência V-F-F-V.

Tema central: Criptococose no HIV
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque marca a 4ª assertiva como falsa. Pela base, embora a expressão 'introdução escalonada' não seja o termo técnico padronizado, o conteúdo clínico relevante é o início criterioso/diferido da TARV com manejo de IRIS, alinhado ao racional da diretriz para reduzir piora clínica e mortalidade na criptococose associada ao HIV.
B
Certa
A alternativa B é a única compatível com os pontos centrais do manejo. A 1ª assertiva é verdadeira porque o início precipitado da TARV na criptococose associada ao HIV, especialmente no contexto meníngeo, aumenta o risco de IRIS e pode piorar o quadro clínico; por isso a diretriz citada na base recomenda iniciar TARV após 4–6 semanas de terapia antifúngica ótima. A 2ª é falsa porque a hipertensão intracraniana não é rara nem autolimitada: é complicação frequente e potencialmente fatal, devendo ser medida e tratada. A 3ª é falsa porque anfotericina B lipossomal reduz, mas não elimina, toxicidade renal e distúrbios eletrolíticos, e a flucitosina pode causar toxicidade hematológica e hepática, exigindo monitorização laboratorial. A 4ª é verdadeira porque coincide com a recomendação de iniciar a TARV de forma diferida e criteriosa após terapia antifúngica ótima, com manejo de IRIS.
C
Errada
Está errada porque marca a 1ª assertiva como falsa e a 3ª como verdadeira. A 1ª é verdadeira: na criptococose do paciente com HIV avançado, iniciar TARV sem cautela aumenta risco de IRIS e piora clínica. A 3ª é falsa: mesmo com anfotericina B lipossomal, permanece a necessidade de monitorização renal e laboratorial, e a flucitosina exige vigilância por toxicidade hematológica e hepática.
D
Errada
Está errada porque considera verdadeiras a 2ª e a 3ª assertivas. A 2ª contraria diretamente a base: a vigilância da pressão intracraniana é parte essencial do manejo, pois a hipertensão intracraniana é frequente e potencialmente fatal. A 3ª também contraria a base ao afirmar ausência de necessidade de monitorização renal ou hepática durante esquema com anfotericina B lipossomal e flucitosina.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: aplicar automaticamente a lógica de TARV precoce a qualquer infecção oportunista, ignorando a exceção clássica da criptococose meníngea pelo risco de IRIS, e confundir menor toxicidade da anfotericina B lipossomal com ausência de necessidade de monitorização.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão de criptococose em HIV mencionar IRIS ou SNC, pense em TARV diferida/criteriosa, não em início imediato.
  • Se aparecer pressão intracraniana na criptococose, o correto é vigilância ativa e manejo, porque hipertensão intracraniana é complicação central do caso.
  • Esquema com anfotericina B, mesmo lipossomal, e flucitosina não dispensa monitorização laboratorial de toxicidade.

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