Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo feminino, de...
Paciente do sexo feminino, de 25 anos, gestante de 30 semanas, procura atendimento em pré-natal especializado. Refere um teste da mamãe positivo para hepatite B (VHB), demais sorologias negativas e exames de função renal e hepática normais. Os resultados de exames recentes solicitados pelo obstetra são descritos a seguir: HBsAg reagente, AntiHBc total reagente, HBeAg reagente, TGO 20, TGP 40, creatinina 0,6.
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais (2019), a conduta, nesse caso, é:
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: Pelo PCDT do Ministério da Saúde para prevenção da transmissão vertical, gestante HBsAg reagente com HBeAg reagente no terceiro trimestre deve ser considerada de alta infectividade, mesmo sem HBV-DNA disponível; nesse cenário, a conduta é iniciar tenofovir para reduzir a transmissão vertical, mantendo a profilaxia neonatal com vacina e imunoglobulina.
- Se a questão estiver ancorada no PCDT de transmissão vertical, procure marcadores de alta infectividade do HBV no terceiro trimestre, especialmente HBeAg reagente quando a carga viral não vier disponível.
- Na gestante com critério para profilaxia materna, não separe as etapas: tenofovir para a mãe e vacina mais imunoglobulina para o recém-nascido são medidas complementares, não excludentes.
- Transaminases normais não afastam risco de transmissão vertical; o critério decisivo pode ser infectividade viral, não inflamação hepática.
- Em prova sobre HBV na gestação, entecavir é alternativa de distração quando o protocolo exige tenofovir.
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