A respeito da evolução do sistema partidário brasileiro, jul...
A respeito da evolução do sistema partidário brasileiro, julgue o item a seguir.
No período imperial, as principais divergências que opunham
o Partido Liberal e o Partido Conservador tinham por objeto
as liberdades civis, a participação política e a reforma social.
Gabarito comentado
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A alternativa correta é a E - errado.
Vamos analisar o contexto e os conhecimentos necessários para resolver essa questão relacionada à evolução do sistema partidário brasileiro durante o período imperial.
No período imperial, que vai de 1822 a 1889, o cenário político brasileiro era dominado por dois partidos principais: o Partido Liberal e o Partido Conservador. Esses partidos não tinham divergências profundas em relação a liberdades civis, participação política ou reforma social, como pode parecer à primeira vista.
Partido Liberal: Era também conhecido como "Luzias". Defendia uma maior descentralização do poder, dando mais autonomia às províncias. No entanto, suas propostas não chegavam a uma ampliação significativa das liberdades civis ou participação política no sentido moderno.
Partido Conservador: Também conhecido como "Saquaremas". Defendia um governo central mais forte e centralizado. Assim como os liberais, não propunha reformas sociais profundas nem uma grande ampliação das liberdades civis.
Os dois partidos se alternavam no poder, mas suas políticas não eram radicalmente diferentes. A principal distinção estava na visão sobre a centralização versus descentralização do poder. Portanto, a questão está incorreta ao afirmar que o objeto principal das divergências entre Partido Liberal e Partido Conservador eram as liberdades civis, a participação política e a reforma social.
Vamos às justificativas:
Alternativa correta (E - errado): O item está errado porque as divergências entre os partidos no período imperial não tinham como ponto central as liberdades civis, a participação política e a reforma social. As divergências estavam mais relacionadas a questões de estrutura administrativa e centralização/descentralização do poder.
Alternativa incorreta (C - certo): Se a alternativa fosse "certa", estaria incorreta em seu conteúdo histórico, pois não reflete a realidade do contexto político do período imperial brasileiro.
É importante lembrar que a análise histórica requer um olhar cuidadoso sobre os contextos e as reais motivações políticas dos períodos em questão. A questão nos ajuda a entender como, mesmo no Brasil Imperial, os partidos tinham diferenças mais administrativas do que propriamente ideológicas profundas sobre liberdade civil e participação política.
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Comentários
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Os conservadores defendiam um regime forte, com autoridade concentrada no trono e pouca liberdade concedida às províncias. Os liberais inclinavam-se pelo fortalecimento do parlamento e por uma maior autonomia provincial. Ambos eram pela manutenção do regime escravista, mas os liberais aceitavam a sua supressão, conduzida por um processo lento e gradual que conduziria à abolição da escravatura.
QUESTÃO CERTA
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A resposta oficial do QC é ERRADO
errado
Os conservadores defendiam um governo imperial forte e centralizado, enquanto os liberais lutavam por uma descentralização, concedendo certa autonomia às províncias.
A resposta correta é (E).
No período imperial, as principais divergências entre o Partido Liberal e o Partido Conservador giravam em torno de questões como a centralização do poder, a autonomia dos estados e a escravidão.
Os liberais defendiam uma maior autonomia dos estados e uma maior participação política da população, incluindo a ampliação do direito ao voto. Também eram contrários à escravidão e defendiam sua abolição gradual.
Os conservadores, por outro lado, defendiam uma maior centralização do poder e uma menor participação política da população. Também eram favoráveis à escravidão e defendiam sua manutenção.
As liberdades civis e a reforma social não eram as principais divergências entre os dois partidos. Os liberais defendiam algumas liberdades civis, como a liberdade de imprensa e a liberdade de associação, mas não eram tão radicais quanto os republicanos, que defendiam a implantação de um regime republicano e democrático.
Quanto à reforma social, os liberais eram favoráveis a algumas reformas sociais, como a abolição da escravidão, mas não eram tão radicais quanto os socialistas, que defendiam uma reforma social mais profunda, incluindo a distribuição da riqueza e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores.
Assim, a afirmação de que as principais divergências entre o Partido Liberal e o Partido Conservador no período imperial tinham por objeto as liberdades civis, a participação política e a reforma social é errada.
Fonte.: https://bard.google.com/
Gabarito: Errado.
As principais divergências entre Liberais (Luzias) e Conservadores (Saquaremas) no Império giravam em torno da centralização ou descentralização do poder (maior ou menor autonomia das províncias) e do grau de intervenção do Imperador (Poder Moderador), e não de reformas sociais amplas ou liberdades civis de forma significativa. Ambos eram partidos da elite agrária e escravocrata, com poucas diferenças programáticas concretas.
Neste caso, é necessário entender a natureza da disputa política do Segundo Reinado (e parte do Primeiro). Os partidos (Liberal e Conservador) representavam a mesma classe dominante (elite agrária) e, no fundo, tinham objetivos semelhantes de manutenção da ordem social e econômica (incluindo a escravidão). A divergência era mais quanto aos meios de governar, se através de um poder mais centralizado (Conservadores) ou de uma maior autonomia provincial (Liberais). As pautas de "liberdades civis" e "reforma social" eram periféricas ou inexistentes, especialmente se comparadas ao eixo centralização vs. descentralização.
Lembre-se do famoso ditado da época: "Nada mais se assemelha a um saquarema no poder do que um luzia no poder". Isso resume a falta de diferença ideológica profunda e a natureza meramente pragmática e fisiológica das disputas partidárias imperiais. As diferenças eram mais de grau de centralização do que de natureza ideológica ou social.
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