Sobre o suporte a pacientes oncológicos com suspeita de inv...
I. A biópsia guiada por imagem auxilia na definição de extensão tumoral.
II. O médico vascular não participa de estratégias de ressecção ou reparo vascular em tumores localmente avançados.
III. O seguimento clínico e o controle de margens podem exigir intervenção multidisciplinar.
IV. A prevenção de trombose em pacientes oncológicos é recomendada, pois o estado pró-trombótico se intensifica na neoplasia.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Gabarito comentado
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Tema central: Suporte vascular ao paciente oncológico com suspeita de invasão vascular, incluindo diagnóstico, planejamento cirúrgico multidisciplinar e prevenção de trombose.
Alternativa correta: A (I, III e IV)
I. Biópsia guiada por imagem: Verdadeira. A biópsia por agulha guiada por USG/TC é padrão para confirmar o diagnóstico histológico e pode direcionar a coleta em áreas perivasculares ou suspeitas de trombo tumoral, auxiliando na definição prática da extensão quando integrada a TC/MRI. Evita-se biópsia intraluminal se houver alto risco de sangramento/embolização. Referências: UpToDate; DeVita Oncology.
II. “O vascular não participa de ressecções/reparos”: Falsa. Em tumores localmente avançados (sarcomas, tumores retroperitoneais, pâncreas, rim com trombo na cava), é frequente a necessidade de ressecção em bloco com reconstrução vascular (enxertos, bypass, arteriorrafia, cavotomia). O cirurgião vascular é parte-chave do board multidisciplinar. Diretrizes e textos: NCCN, ESMO, Rutherford’s Vascular Surgery.
III. Seguimento e controle de margens: Verdadeira. Margens R0 impactam prognóstico e podem exigir reintervenções, reconstruções e adjuvância (RT/QT). O seguimento envolve oncologia, cirurgia, radiologia e vascular para monitorar patência de enxertos, sinais de recidiva e complicações trombóticas.
IV. Prevenção de trombose no câncer: Verdadeira. Neoplasia gera estado pró-trombótico (liberação de fator tecidual, micropartículas, citocinas). A profilaxia é recomendada para hospitalizados, pós-operatório e ambulatoriais de alto risco (ex.: Khorana ≥2), com LMWH ou DOACs (apixabana/rivaroxabana) quando baixo risco de sangramento. Diretrizes: ASCO/ASH/ITAC, NCCN.
Por que a alternativa A é a correta? Reúne as afirmações cientificamente sustentadas (I, III e IV). A II contraria a prática e as diretrizes ao excluir o papel do vascular.
Análise das alternativas incorretas:
- B (I e II): inclui a II, que é falsa; exclui aspectos essenciais de manejo multidisciplinar e tromboprofilaxia.
- C (II e III): contém a II (falsa) e omite a I e IV, ambas verdadeiras.
- D (I, II, III e IV): torna-se errada pela inclusão da II.
Dicas de prova: - Identifique gatilhos como “não participa” ou “nunca/sempre” — costumam sinalizar pegadinhas. - Em oncologia com invasão vascular, pense em imagens + biópsia para estadiamento e abordagem multidisciplinar. - Profilaxia de TEV no câncer é regra em hospitalizados e seletiva em ambulatoriais de alto risco (evite generalizações sem considerar sangramento).
Fontes úteis: UpToDate; ASCO/ASH/ITAC (VTE em câncer); NCCN/ESMO (tumores localmente avançados); Rutherford’s Vascular Surgery; DeVita, Cancer: Principles & Practice.
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