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Q2591310 Linguística
Texto 3


Dialectología hispánica de los Estados Unidos


¿Pero es posible una dialectología hispánica en un territorio donde el español no es lengua oficial? ¿Cómo pueden existir dialectos del español en un país que habla inglés y que ha llevado a la lengua inglesa a unas cotas de universalidad jamás alcanzada por ninguna otra lengua? Pues, por extrañas que parezcan las condiciones, tal cosa es posible. Para centrar los conceptos fundamentales, aclaremos que, al hablar de “dialectología”, nos referimos tanto al tratado de los dialectos como a su disposición y caracterización en un territorio determinado y, al hablar de “dialectos”, nos referimos a las manifestaciones que una lengua natural adopta en un territorio determinado. La lengua española reúne en los Estados Unidos las condiciones necesarias para ofrecer una dialectología, condiciones que podrían resumirse de este modo: a) existencia de una comunidad estable de hablantes; b) asociación de conjuntos de rasgos lingüísticos a determinados ámbitos geográficos; c) presencia pública y social de la lengua; d) configuración de unas actitudes lingüísticas propias de la comunidad. Siendo así, las circunstancias de uso del español en los Estados Unidos tendrían puntos en común con las del resto de los territorios hispanohablantes. Sin embargo, hay un factor que confiere personalidad propia a la situación estadounidense, un factor que determina y supedita las condiciones en que el español se manifiesta: la convivencia con la lengua inglesa. El inglés condiciona el perfil de las comunidades en que se utiliza el español, injiere en sus rasgos lingüísticos, afecta a su presencia pública y tercia sobre las actitudes lingüísticas de los hispanohablantes. En realidad, no es posible hacer una dialectología hispánica de ese país omitiendo la presencia social y lingüística del inglés.


MORENO FERNÁNDEZ, Francisco. Dialectología hispánica de los Estados Unidos. In: LÓPEZ MORALES, Humberto (Org.). Enciclopedia del español en los Estados Unidos: anuario del Instituto Cervantes. Madrid: Instituto Cervantes-Santillana, 2008. p. 200-221. Disponível em:<https://cvc.cervantes.es/lengua/anuario/anuario_08/pdf/espanol02.pdf> . Acesso em: 24 mai. 2024.
O sociolinguista Francisco Moreno, na introdução do seu verbete sobre a “Dialectología hispánica de los Estados Unidos”, especifica a noção de “dialeto” a que recorre. Ele entende que um “dialeto” é a 
Alternativas

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Tema central da questão: A definição de dialeto segundo a perspectiva sociolinguística apresentada por Francisco Moreno Fernández, em especial sobre o espanhol nos Estados Unidos.

Explicação didática do conceito:

Na Linguística, dialeto refere-se a uma variedade linguística de uma língua, caracterizada por diferenças fonéticas, morfossintáticas, lexicais e entonacionais, principalmente associada a uma região geográfica ou comunidade específica. Segundo Moreno Fernández, um dialeto é a manifestação própria que uma língua assume em determinado território, sem relação hierárquica com a noção de ‘língua’.

Justificativa da alternativa correta (C):

“Realização específica e distinta de uma língua em um espaço geográfico.” Esta alternativa traduz com precisão o conceito defendido por Moreno Fernández. A dialetologia estuda essas variações regionais que fazem com que a língua se manifeste de formas diferentes em cada território (“las manifestaciones que una lengua natural adopta en un territorio determinado” – texto).

Por que as alternativas incorretas estão erradas?

A) “Expressão em código dos grupos de jovens estadunidenses.”
Erro: Refere-se a gírias ou socioletos e não a dialeto territorial.

B) “Variedade de um idioma que não alcança a categoria social de língua.”
Erro: Sugere um preconceito hierárquico entre língua e dialeto. A Linguística moderna rejeita esse critério social.

D) “Linguagem especial e não formal que usam entre si os indivíduos de uma determinada profissão.”
Erro: Diz respeito a jargão ou “linguagem técnica”, não a variação regional estudada pela dialetologia.

Estratégia para a prova: Cuidado com troca de termos técnicos (dialeto x socioleto x gíria x jargão) e com alternativas que introduzam noções hierárquicas entre “língua” e “dialeto”, não aceitas pela teoria linguística atual.

Se necessário, consulte obras consagradas como Caldas Coulthard (2009) e Bortoni-Ricardo (2004), que reforçam a variação regional como base da noção de dialeto.

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Comentários

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Análise das alternativas

A.❌ Incorreta.

Isso se refere a gíria ou socioleto, não a dialeto.

As gírias são variações sociais, não geográficas.

B.⚠️ Parcialmente correta, mas imprecisa.

Embora o dialeto possa não ter status político de “língua”, essa definição é sociopolítica, não linguística.

A Dialectologia entende dialeto como variedade geográfica de uma língua — e não o define pela falta de prestígio ou “categoria social”.

C.✅ Correta.

Essa é exatamente a definição dada por Francisco Moreno Fernández:

"O dialeto é uma variedade linguística territorial, ou seja, uma realização específica e distinta de uma língua em uma determinada região."

D.❌ Incorreta.

Isso se refere a jargão ou tecnoleto, não a dialeto.

Resposta correta: C)

“realização específica e distinta de uma língua em um espaço geográfico.”

Resumo conceitual:

Termo Definição Tipo de variação Dialeto Variedade regional de uma língua (diferenças geográficas). Diatópica Socioleto Variedade associada à classe social. Diastrática Registro Variedade usada conforme o contexto comunicativo. Diafásica Jargão/Tecnoleto Linguagem de grupos profissionais ou técnicos. Diacrônica/ocupacional

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