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Q2400621 Medicina
Convencionalmente, a forma mais comum de degeneração macular por idade (DMRI) é a não exsudativa (seca). Essa forma de DMRI atinge mais de 90% dos casos diagnosticados e apresenta uma série de sinais que surgem em uma ordem cronológica aproximada. Quanto a essa ordem, analise os itens a seguir:

I. Aumento das áreas atróficas, dentro das quais vasos coroideanos maiores podem se tornar visíveis e as drusas preexistentes desaparecerem.
II. Áreas circunscritas precisamente delimitadas de atrofia do epitélio pigmentar da retina associadas a uma perda variável de retina e coriocapilares.
III. Hiper e/ou hipopigmentação focal do epitélio pigmentar da retina.
IV. Descolamento "drusenoide" de epitélio pigmentar da retina.
V. Numerosas drusas moles, de tamanho intermediário a grande, que podem se tornar confluentes.

Assinale a alternativa que apresenta a correta ordem cronológica obtida no sentido de cima para baixo.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a ordem cronológica dos achados clínicos na progressão da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) seca, condição prevalente na oftalmologia geriátrica. Compreender essa sequência é essencial para diagnóstico, prognóstico e acompanhamento adequado dos pacientes.

Por que a alternativa B está correta?
A alternativa B (5 - 3 - 2 - 1 - 4) reflete com precisão a evolução natural dos achados da DMRI seca:

5. Numerosas drusas moles, de tamanho intermediário a grande, que podem se tornar confluentes: As drusas são depósitos amarelados sub-retinianos, primeiro sinal clínico da DMRI (Manual MSD, Protocolo Clínico do Ministério da Saúde).

3. Hiper e/ou hipopigmentação focal do epitélio pigmentar da retina (EPR): Refletem disfunção e sofrimento celular inicial do EPR, surgindo em sequência ao acúmulo das drusas.

2. Áreas delimitadas de atrofia do EPR associada à perda variável de retina e coriocapilares: Estágio conhecido como atrofia geográfica, com repercussão funcional importante e maior risco de perda visual.

1. Aumento das áreas atróficas, vasos da coroide expostos e desaparecimento de drusas: Marcador de evolução para estágios tardios.

4. Descolamento "drusenoide" de EPR: Evento menos frequente, surge geralmente após os demais achados.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde: “Na DMRI seca, ocorre a formação de drusas e alterações no Epitélio Pigmentar da Retina (EPR), podendo evoluir para um estágio final denominado atrofia geográfica.” (p. 8)

Por que as outras alternativas estão erradas?

Alternativa A (3 - 2 - 5 - 1 - 4): Antecipar alteração pigmentária (3) antes das drusas (5) contraria a fisiopatologia — as drusas sempre aparecem primeiro.

Alternativa C (3 - 5 - 2 - 4 - 1): Posiciona alteração pigmentária antes das drusas, errando a cronologia inicial. Também antecipa o descolamento (4), que deve ocorrer após o aumento das áreas atróficas.

Alternativa D (4 - 3 - 2 - 5 - 1): Desloca o descolamento "drusenoide" para o início, o que não corresponde à sequência natural nem à descrição em literatura médica.

Dica de prova: Fique atento ao uso de termos cronológicos (“primeiro”, “posteriormente”, “finalmente”) e priorize a leitura crítica dos achados sequenciais clássicos. Questões desse tipo frequentemente testam conhecimento sobre a ordem evolutiva e não apenas sobre os sinais isolados.

Conclusão: Conhecer a cronologia dos achados na DMRI seca é fundamental para o sucesso em concursos e na prática clínica. As principais obras de referência, como o Manual de Clínica Oftalmológica - Kanski e diretrizes do Ministério da Saúde, confirmam a sequência apresentada na alternativa correta.

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A questão aborda a ordem cronológica dos sinais da degeneração macular por idade (DMRI) na sua forma mais comum, a não exsudativa (seca). A alternativa B (5 - 3 - 2 - 1 - 4) está correta porque reflete o progresso típico da DMRI seca. Primeiro, há o aparecimento de numerosas drusas moles (item V), que são depósitos amarelados localizados entre a retina e a coroide. Com o passar do tempo, observa-se a hiper e/ou hipopigmentação focal do epitélio pigmentar da retina (item III), como uma resposta ao acúmulo dessas drusas. Depois, surgem áreas circunscritas de atrofia do epitélio pigmentar da retina (item II), que levam a uma perda progressiva das células no local. Com a evolução da doença, há o aumento das áreas atróficas, que podem tornar visíveis vasos coroideanos maiores, enquanto as drusas preexistentes podem desaparecer (item I). Por fim, em estágios avançados, pode-se observar o descolamento "drusenoide" do epitélio pigmentar da retina (item IV), uma complicação que pode levar a uma perda de visão mais significativa. Portanto, a sequência apresentada na alternativa B representa a progressão esperada dos eventos patológicos na DMRI seca.

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