O desenvolvimento sustentável é uma pauta em discussão const...
Corte Internacional conclui que as mudanças climáticas são ‘ameaça existencial’; entenda por que a decisão é histórica
Tribunal das Nações Unidas cita pela primeira vez as mudanças climáticas como ameaça à vida humana. Iniciativa pode determinar o curso das futuras ações climáticas em todo o mundo
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) declarou que a mudança climática é uma “ameaça urgente e existencial”, em um parecer consultivo sobre as obrigações legais e a responsabilidade econômica dos Estados. A decisão da CIJ é considerada histórica porque o parecer consultivo pode influenciar a jurisprudência mundial: muitos especialistas acreditam que a opinião dos magistrados pode marcar uma virada nos litígios climáticos em todo o mundo. A estimativa é de que existam mais de 3 mil ações em mais de 60 países. A CIJ é a mais alta corte das Nações Unidas (ONU). Ela também é conhecida como Tribunal Internacional de Justiça ou Tribunal Mundial.
(Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia. Acesso em: julho de 2025.)
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Alternativa correta: A
Tema central: o reconhecimento da mudança climática como ameaça existencial pela Corte Internacional de Justiça reforça a necessidade de cooperação internacional e de repactuação de padrões de consumo e políticas públicas em prol da preservação da vida e do desenvolvimento sustentável.
Resumo teórico e referências essenciais (breve):
- Desenvolvimento sustentável: concilia desenvolvimento econômico, justiça social e proteção ambiental (Relatório Brundtland, 1987).
- Princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas (CBDR): reconhecido na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, 1992) e reafirmado no Acordo de Paris (2015).
- Pareceres da CIJ têm grande peso persuasivo e podem orientar jurisprudência internacional, ainda que pareceres consultivos não sejam decisões vinculantes como sentenças entre Estados (Estatuto da CIJ).
Por que a alternativa A é correta?
A afirmação A descreve exatamente o efeito esperado do reconhecimento da emergência climática: estimular a união entre nações para repensar padrões de consumo insustentáveis e promover acordos diplomáticos e políticas cooperativas. Isso está alinhado com instrumentos internacionais (UNFCCC, Acordo de Paris) que orientam ações multilaterais e transferência de tecnologia/recursos para mitigação e adaptação.
Análise das alternativas incorretas:
B: incorreta — propõe benefício automático aos países desenvolvidos e exclusão dos emergentes; contraria o princípio CBDR e os mecanismos de financiamento/justiça climática que visam apoiar países vulneráveis.
C: incorreta — sugere isenção de responsabilidades para países que não se reconheçam culpados; o reconhecimento da ameaça tendem a fortalecer, não enfraquecer, obrigações e responsabilidade internacional por danos climáticos.
D: incorreta — nega a ciência do aquecimento global e propõe conspiração; contradictório com o consenso científico (IPCC) e com o propósito do parecer da CIJ, que reforça a necessidade de políticas baseadas em evidências.
Dica de prova — estratégia para interpretar enunciados: procure palavras-chave como "cooperação", "ameaça existencial", "jurisprudência". Em temas ambientais, alternativas que apontam para ação multilateral e princípios internacionais (UNFCCC, Paris, CBDR) costumam ser corretas; alternativas que proponham exclusão de responsabilidades ou negacionismo são sinais de erro.
Fontes para estudo: UNFCCC (1992), Acordo de Paris (2015), Relatórios do IPCC, Estatuto da CIJ.
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