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Q3367064 Medicina
S.V.C., de 28 anos de idade, GII P0 AI, com idade gestacional de 31 semanas, deu entrada no pronto-socorro obstétrico, encaminhada do pré-natal, por pressão arterial: 150 x 100 mmHg e assintomática. Constataram-se nos exames laboratoriais: relação proteína na urina/creatinina na urina: 0,3, TGO: 15, TGP: 20, plaquetas: 150.000. Ao ultrassom obstétrico, foram verificados peso fetal no percentil 3, MBV: 3,5 cm, diástole zero na artéria umbilical, ducto venoso: 0,6. A paciente nega comorbidades.
Assinale a conduta correta a ser adotada para o caso apresentado.
Alternativas

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Tema central da questão: Trata-se de um caso de gestante com restrição de crescimento fetal (RCF) associada a hipertensão arterial na 31ª semana. Ponto fundamental: avaliação cuidadosa da vitalidade fetal e do risco materno-fetal.

Justificativa da alternativa correta – B) Controle de pressão arterial e de ducto venoso:

A conduta prioritária nesta paciente é o controle rigoroso da PA para prevenir complicações maternas (eclâmpsia, DPP), e monitoramento intensivo do Doppler do ducto venoso, pois alterações nesse vaso são os indicadores mais precoces e sensíveis de deterioração fetal em RCF.
Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (8.4 Conduta):
“O Doppler do ducto venoso alterado é considerado o parâmetro isolado com maior capacidade em predizer óbito fetal, em curto prazo, na RCF precoce.”

O Doppler do ducto venoso alterado sinaliza sofrimento fetal iminente. Já a PA elevada e sinais laboratoriais sem repercussão materna severa permitem vigilância expectante sob controle rigoroso, adiando a interrupção até sinais de agravamento materno ou fetal.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Controle de PA e corticoide: Embora a corticoterapia seja recomendada para maturação pulmonar se houver expectativa de parto prematuro até 34 sem, o caso ainda demanda vigilância e não há indicação imediata de interrupção.

C) Doppler de artéria cerebral média: O Doppler da artéria cerebral média ajuda a identificar centralização, porém o parâmetro mais sensível e preditor de desfecho fetal desfavorável em RCF é o Doppler do ducto venoso, já alterado neste caso.

D) Interrupção via alta: Não se justifica interromper neste momento, pois a vigilância pode ser feita enquanto não houver sofrimento fetal agudo ou sinais de descompensação materna.

E) Indução com misoprostol: Indução do parto está contraindicada antes de 34 semanas em feto sem vitalidade ameaçada grave e com restrição de crescimento significativa. Prematuridade extrema traria risco materno-fetal aumentado.

Dicas de prova: Atenção especial aos sinais: PA elevada, RCF precoce, Doppler anormal do ducto venoso. A chave está em reconhecer qual conduta salva mais vidas neste cenário, alinhada ao protocolo: monitorização intensiva e manejo expectante até indicação clara para parto.

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