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Q3367059 Medicina
D.F.T., de 39 anos de idade, GIII PII2C A0, com idade gestacional de 37 semanas e 5 dias, com diabetes gestacional, em uso de insulina NPH 16 UI pela manhã, vai à medicina fetal para avaliação da vitalidade fetal. Durante o exame, são identificados tônus fetal normal, movimentos fetais presentes, maior bolsão vertical de 1,9 cm, movimentos respiratórios presentes e cardiotocografia com padrão traquilizador. 
Diante do caso clínico apresentado, assinale a alternativa que representa a conduta correta a ser adotada.
Alternativas

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Tema central: O tema abordado é a conduta obstétrica diante de gestante com diabetes gestacional em uso de insulina e oligoidrâmnio na fase final da gestação. Nesses casos, o objetivo principal é garantir a segurança materno-fetal e evitar complicações como óbito fetal intraútero, macrossomia e sofrimento fetal agudo.

Justificativa da alternativa correta (D – Parto cesariano): A paciente apresenta diabetes gestacional tratada com insulina, e o exame revelou oligoidrâmnio (maior bolsão vertical de 1,9 cm; critério: <2 cm). De acordo com as diretrizes nacionais, a interrupção da gestação entre 37 e 39 semanas é indicada para diabéticas gestacionais insulinizadas, sobretudo quando surge alteração do líquido amniótico. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde: “A interrupção da gestação deve ser considerada entre 37 e 39 semanas para gestantes com diabetes mellitus gestacional bem controlado com fármacos.”

Além disso, oligoidrâmnio é um marcador de déficit de perfusão placentária, podendo evoluir com sofrimento fetal agudo. A indução do parto vaginal estaria contraindicada pela baixa reserva hídrica, que aumenta o risco de sofrimento fetal agudo e complicações intraparto. Por isso, o parto cesariano se impõe como conduta mais segura nesse cenário.

Análise das alternativas incorretas:

A) Indução com ocitocina – Não recomendada devido ao oligoidrâmnio, que prejudica a vitalidade fetal em partos induzidos e eleva o risco de sofrimento agudo.
B) Indução com misoprostol – Da mesma forma, não é indicada devido à condição do líquido amniótico.
C) Dilatação com sonda de Foley – Abordagem mecânica pode ser útil em gestação a termo com colo desfavorável, mas aqui há contraindicação, pois o oligoidrâmnio representa aumento do risco fetal.
E) Reavaliar em 7 dias – Postergar a interrupção da gestação em diabetes gestacional insulinizada com oligoidrâmnio expõe o feto a riscos desnecessários.

Pontos de atenção em concursos: Observe sempre os fatores de risco maternos, idade gestacional e critérios ultrassonográficos (oligoidrâmnio: bolsão <2 cm). Detalhes como o uso de insulina são decisivos. Pegadinhas frequentes envolvem postergar a conduta (“reavaliar em 7 dias”) mesmo com achados preocupantes.

Referências:
- Ministério da Saúde. “Cuidados Obstétricos em Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil”.
- Williams Obstetrícia. 26ª Ed.
- UpToDate. Management of Oligohydramnios.

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