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Q3367056 Medicina
F.B.C., de 39 anos, GIV PII (2C) AI, com idade gestacional de 30 semanas, deu entrada no pronto-socorro obstétrico queixando-se de dor em hipogástrio de início súbito. Ao exame físico, verifica-se paciente em regular estado geral, FC: 101 bpm, pressão arterial: 80 x 60 mmHg, especular: mínima quantidade de sangue vermelho vivo coletado. Toque vaginal: colo impérvio, grosso e posterior. Abdome: dor à descompressão brusca positiva. BCF: 110 bpm. Dinâmica uterina difícil de ser avaliada.
No caso apresentado, o diagnóstico mais provável é de 
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico diferencial das principais emergências obstétricas hemorrágicas na gestação avançada, focando na rotura uterina.

Justificativa para a alternativa correta (E – Rotura uterina):

A rotura uterina consiste no rompimento da parede uterina, geralmente após 28 semanas de gestação, sendo evento grave e com ameaça à vida materno-fetal. O Manual Técnico de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde reforça que a rotura pode apresentar: dor abdominal súbita e intensa; sinais de choque hipovolêmico (PA 80x60 mmHg, FC 101 bpm); sangramento vaginal (geralmente discreto, pois o sangramento é mais frequentemente interno); irritação peritoneal (dor à descompressão brusca positiva); e sofrimento fetal (BCF 110 bpm). O caso descrito preenche exatamente esse quadro clínico, mesmo sem menção a trabalho de parto ativo (colo grosso, posterior, impérvio – típico do útero íntegro).

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Placenta prévia: Cursa com sangramento vaginal abundante e indolor, sem dor abdominal, geralmente com colo amolecido, trabalho de parto presente ou iminente, e sem sinais de peritonite – o quadro clínico não confere.
  • B) Descolamento prematuro de placenta: Há geralmente dor abdominal intensa e útero hipertônico (difícil avaliação no caso), mas o sangue costuma ser escuro e mais volumoso, e geralmente ocorre em gestante com fatores de risco (HAS, trauma) – além disso, não cursa com sinais típicos de peritonite.
  • C) Rotura de vasa prévia: Sangramento vermelho vivo súbito ocorre após rotura de membranas, com sofrimento fetal agudo e ausência de dor materna significativa; não há quadro de choque materno típico ou irritação peritoneal.
  • D) Rotura de seio venoso: Situação rara, geralmente pós-parto ou associada a lesões traumáticas, com sangramento uterino abundante, mas sem o quadro agudo de dor e peritonite como descrito.

Estratégia de prova e pegadinha: Atenção ao detalhe do colo uterino fechado e grosso – afasta parto em evolução e sugere patologia aguda. Outro ponto-chave é a dor abdominal súbita associada a sinais de choque. Esses são marcadores clássicos de rotura uterina e costumam ser cobrados em provas.

Dica adicional: Segundo o Manual Técnico do Ministério da Saúde, “o diagnóstico é essencialmente clínico e a confirmação decorre do quadro compatível durante a gravidez avançada e hemorragia súbita.”

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