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Q3367055 Medicina
T.B.N., de 30 anos de idade, GV PII 2C AII, com idade gestacional cronológica de 9 semanas, deu entrada no pronto-socorro obstétrico com queixa de dor abdominal de início súbito, referindo sangramento vaginal escuro há cerca de 1 semana. Ao exame físico, constata-se paciente em BEG, corada, pressão arterial: 100 x 70 mmHg, FC: 90 bpm, abdome: dor à descompressão brusca positiva. Especular: colo impérvio, com pequena quantidade de sangue em dedo de luva. Os exames laboratoriais apresentam hb: 12, htco: 36%, beta HCG quantitativo: 1.600 mUI/mL. Submetida a ultrassom transvaginal, verificou-se útero em anteversão, EE de 16 mm, região anexial esquerda com massa heterogênea de 5 cm, pequena quantidade de sangue em cavidade pélvica, ovário direito parauterino sem alterações.
Nesse caso, o diagnóstico e a conduta a ser adotada corretos são, respectivamente,
Alternativas

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Vamos analisar a questão apresentada, que envolve uma situação clínica em obstetrícia. A paciente T.B.N., de 30 anos, apresenta sintomas e achados que sugerem uma condição aguda em ginecologia e obstetrícia.

Tema central da questão: A questão aborda o diagnóstico e a conduta em um caso de gestação ectópica rota, uma emergência médica caracterizada pela implantação do embrião fora da cavidade uterina, com ruptura subsequente.

Justificativa para a alternativa correta (D - gestação ectópica rota; videolaparoscopia):

A paciente apresenta dor abdominal de início súbito, sangramento vaginal escuro, dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg, indicativo de irritação peritoneal) e achados ultrassonográficos sugestivos de massa anexial e sangue na cavidade pélvica. O beta HCG quantitativo de 1.600 mUI/mL, aliado à ausência de saco gestacional intrauterino, reforça a hipótese de gestação ectópica.

O tratamento de escolha para gestação ectópica rota é videolaparoscopia, pois permite a confirmação diagnóstica e o tratamento cirúrgico imediato, essencial para evitar complicações graves como hemorragia significativa.

Análise das alternativas incorretas:

  • A - Torção de ovário; laparotomia: Apesar de a torção ovariana poder causar dor súbita e massa anexial, o sangramento vaginal e a presença de sangue na cavidade pélvica não são característicos. Além disso, a laparotomia não é a abordagem de escolha inicial quando a laparoscopia está disponível.
  • B - Cisto de corpo lúteo hemorrágico; sintomáticos, controle de Hb, observação clínica: Embora um cisto hemorrágico possa causar dor e hemorragia, a massa anexial e o beta HCG elevado indicam gestação ectópica. O manejo conservador não é apropriado em casos de ruptura.
  • C - Gestação ectópica íntegra; conduta expectante com controle de Beta HCG: A presença de sangue na cavidade pélvica e dor abdominal aguda indicam ruptura, tornando a conduta expectante inadequada.
  • E - Mola hidatiforme; esvaziamento uterino: A mola hidatiforme se apresenta com útero aumentado de tamanho para a idade gestacional, níveis muito elevados de beta HCG e não é acompanhada de massa anexial heterogênea.

Em resumo, a correta identificação do quadro clínico e a escolha do tratamento adequado são cruciais para o manejo de emergências obstétricas. A videolaparoscopia é a abordagem preferida por ser menos invasiva e permitir rápida recuperação.

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