Tratamento de bolsas periodontais na distal de segundos mol...
Tratamento de bolsas periodontais na distal de segundos molares permanentes superiores é dificultado pela presença de tecido hiperplásico sobre a tuberosidade. Muitas vezes, esses casos são resolvidos com gengivectomia. Porém, quando há pouco ou nenhum tecido queratinizado, a quantidade de tecido hiperplásico deve ser diminuída e não removida totalmente. Sendo assim, realiza-se a técnica de cunha distal que possui as seguintes etapas:
1.Paredes vestibular e lingual são reduzidas em espessura e as pontas soltas de tecido são removidas.
2.Incisões verticais vestibular e lingual ao longo da tuberosidade.
3.Paredes vestibular e lingual do retalho são rebatidas, dissecadas e separadas do osso.
4.Retalhos vestibular e lingual são reposicionados sobre o osso exposto e as margens são aparadas para evitar a superposição delas.
A sequência correta em que ocorre essa técnica é:
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Tema central: Manejo cirúrgico de bolsas periodontais distais aos segundos molares superiores com pouco tecido queratinizado. Nesses casos, a técnica da cunha distal é preferida à gengivectomia, pois remove o excesso tecidual preservando e reposicionando mucosa queratinizada para um contorno adequado e melhor estabilidade periodontal.
Alternativa correta: B (2 − 3 − 1 − 4)
- 2. Incisões verticais vestibular e lingual ao longo da tuberosidade: passo inicial indispensável para delimitar a cunha e permitir acesso. Sem incisão, não há como descolar os retalhos.
- 3. Rebatimento das paredes vestibular e lingual (retalhos) e descolamento do osso: cria-se o campo de trabalho e expõe-se o osso/alvéolo para remodelagem e controle da espessura tecidual.
- 1. Redução da espessura das paredes (afinamento) e remoção de pontas soltas de tecido hiperplásico: regulariza o volume, preservando tecido queratinizado quando escasso.
- 4. Reposicionamento dos retalhos sobre o osso exposto e aparar margens para evitar sobreposição: etapa final com sutura para selamento e arquitetura gengival adequada.
Por que essa ordem faz sentido clínico? A lógica cirúrgica segue: incisar → acessar (descolar) → moldar (afinar) → reposicionar/suturar. Isso minimiza trauma, preserva mucosa queratinizada e otimiza cicatrização e controle da bolsa.
Análise das incorretas
A (3−1−2−4): tenta rebater sem incisar. Tecnicamente inviável e traumático.
C (4−2−1−3): propõe reposicionar antes de incisar/descolar. Incoerente com qualquer técnica de retalho.
D (2−1−4−3): faz afinamento antes de descolar, o que rasga tecido e dificulta controle do contorno; reposiciona antes de completar o acesso.
E (1−2−3−4): reduz espessura antes de ter acesso cirúrgico; sequência antianatômica e insegura.
Estratégia para a prova: identifique verbos de processo cirúrgico em ordem natural: 1) Incisar (delimitar), 2) Descolar (acessar), 3) Modelar (afinar/remover excessos), 4) Reposicionar (aparar e suturar). Em regiões com pouco tecido queratinizado, evite sequências que impliquem remoção completa (gengivectomia) sem preservação/reposição.
Fundamentação científica: A técnica da cunha distal para região tuberosa é descrita em Carranza’s Clinical Periodontology (Newman, Takei, Klokkevold), Lindhe Clinical Periodontology and Implant Dentistry, e nos parâmetros cirúrgicos da American Academy of Periodontology (AAP), destacando preservação de tecido queratinizado e sequência de incisão, descolamento, afinamento, reposicionamento e sutura.
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