Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que...
Gabarito comentado
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Comentário do Gabarito:
Tema central: O caso aborda restrição de crescimento fetal (RCF) identificada por fetometria abaixo do percentil 10 e, mais gravemente, abaixo do percentil 3, associada a alterações críticas no Doppler da artéria umbilical (diástole zero) e necessidade de monitorização fetal intensiva.
Justificativa para a alternativa correta (E):
O achado de feto com peso no percentil 3 e diástole zero na artéria umbilical indica insuficiência placentária significativa, porém, em pacientes assintomáticas, sem sinais de deterioração fetal avançada (como ducto venoso alterado ou bem-estar fetal comprometido), a orientação majoritária das diretrizes nacionais e internacionais é monitorização estreita do Doppler fetal até a 34ª semana. O objetivo é retardar a prematuridade extrema, acompanhando os principais marcadores de decompensação para intervir antes do sofrimento fetal.
De acordo com o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (p. 298-300):
“A presença de diástole zero antes de 34 semanas comporta conduta expectante com vigilância intensiva, sobretudo quando o ducto venoso estiver normal.”
Por isso, a alternativa E — acompanhamento do ducto venoso e da artéria umbilical até a idade gestacional de 34 semanas — é a CONDUTA recomendada neste cenário.
Análise das alternativas incorretas:
A) Sulfato de magnésio é reservado para neuroproteção fetal apenas abaixo de 32 semanas ou em iminência de parto, o que não é o caso.
B) Indução com misoprostol não está indicada em gestação pré-termo com feto pequeno e desacompanhado de comprometimento fetal extremo ou sofrimento agudo.
C) Sonda de Foley é método de preparo cervical, mas a indicação do parto ainda não foi estabelecida, pois não há sinais de deterioração fetal iminente.
D) Indicação eletiva de cesárea somente após 37 semanas é equivocada, pois fetos com RCF e alteração Doppler não devem aguardar até termo sem vigilância intensiva.
Dica de prova: Atenção para detalhes como “diástole zero” e ausência de comprometimento agudo; pode haver pegadinha ao testar sua tendência ao intervencionismo precoce sem devida indicação.
Conclusão: A conduta expectante, com acompanhamento pelo Doppler, protege o feto dos riscos da prematuridade enquanto monitora sinais de descompensação, em pleno acordo com o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde e publicações como UpToDate e FEBRASGO.
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