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Q3367049 Medicina
E. B. C., de 35 anos de idade, GIII PII 1C 1N A0, com idade gestacional de 32 semanas e 1 dia, chega ao pronto-socorro obstétrico, encaminhada da medicina fetal por ultrassom obstétrico demonstrando feto em apresentação cefálica, peso fetal no percentil 3, MBV: 2,5 cm; doppler de artéria umbilical com diástole zero. Ducto venoso: 0,6. Ao exame físico: pressão arterial: 130 x 80 mmHg, BCF: 140 bpm, DU ausente, TV: colo impérvio, grosso e posterior. Assintomática. Nega comorbidades. Laboratorial: relação proteína na urina/ creatinina na urina: 0,4.
De acordo com o quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que expressa a interpretação correta do doppler obstétrico.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: O enunciado aborda a interpretação do Doppler obstétrico na restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e insuficiência placentária. São apresentados dados de Doppler da artéria umbilical com diástole zero e um feto pequeno para a idade gestacional (peso no percentil 3).

Entendendo o Doppler na RCIU: O Doppler avalia o fluxo sanguíneo fetal e placentário. Em condições normais, a resistência da artéria umbilical é baixa, permitindo bom aporte de oxigênio ao feto. Quando há insuficiência placentária, a resistência ao sangue na artéria umbilical aumenta: isso se traduz por aumento do índice de pulsatilidade e redução até ausência do fluxo diastólico (caso do enunciado).

Segundo o Protocolo de Restrição de Crescimento Fetal da EBSERH:

"A resistência ao fluxo sanguíneo nas artérias umbilicais depende diretamente das condições da circulação útero-placentária. Alterações [...] podem provocar aumento do fluxo de resistência e da pulsatilidade nas artérias umbilicais."

Justificativa para a alternativa correta (C):
Há um aumento do índice de pulsatilidade da artéria umbilical. O achado de diástole zero evidencia elevação da resistência vascular placentária. Esse é o principal parâmetro Doppler associado à hipóxia fetal e alerta para vigilância intensificada.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • A) O índice de resistência da artéria cerebral média costuma diminuir na centralização fetal, não aumentar.
  • B) Embora alterações do ducto venoso ocorram em agravamento, o valor informado está normal e o principal achado é na artéria umbilical.
  • D) Relação cérebro/umbilical <1 sugere centralização, mas o enunciado não apresenta esse dado, tornando a afirmação inadequada.
  • E) Avaliar Doppler venoso é conduta, mas a pergunta é sobre interpretação do achado já apresentado.

Em resumo, quando há diástole zero na artéria umbilical, pensamos em aumento da resistência e em possível sofrimento fetal secundário a insuficiência placentária.

Dica de prova: Fique atento às palavras-chave (“diástole zero”, “percentil 3”, “pulsações”, “centralização”)—frequentemente sinalizam RCIU e insuficiência placentária!

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