Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico adequado ...

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Q3367048 Medicina
E. B. C., de 35 anos de idade, GIII PII 1C 1N A0, com idade gestacional de 32 semanas e 1 dia, chega ao pronto-socorro obstétrico, encaminhada da medicina fetal por ultrassom obstétrico demonstrando feto em apresentação cefálica, peso fetal no percentil 3, MBV: 2,5 cm; doppler de artéria umbilical com diástole zero. Ducto venoso: 0,6. Ao exame físico: pressão arterial: 130 x 80 mmHg, BCF: 140 bpm, DU ausente, TV: colo impérvio, grosso e posterior. Assintomática. Nega comorbidades. Laboratorial: relação proteína na urina/ creatinina na urina: 0,4.
Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico adequado nesse caso.
Alternativas

Gabarito comentado

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Vamos analisar a questão apresentada, que envolve o tema de Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) e possíveis complicações hipertensivas na gravidez.

Primeiramente, identificamos que a paciente, com 32 semanas e 1 dia de gestação, tem um feto em percentil 3 de peso. Isso sugere um caso de RCIU, uma condição onde o feto não atinge o potencial genético de crescimento esperado. O RCIU pode ser classificado como precoce ou tardio, dependendo do momento em que se manifesta na gestação.

No exame de Doppler, a artéria umbilical mostra diástole zero, um achado preocupante que indica comprometimento hemodinâmico fetal. O ducto venoso com valor de 0,6 está aumentada, sugerindo uma adaptação hemodinâmica fetal.

Para a alternativa correta:

A - RCIU tardio com pré-eclâmpsia. Esta é a opção correta. A paciente apresenta sinais de RCIU tardio devido à idade gestacional (32 semanas) e o Doppler alterado. Embora sua pressão arterial esteja dentro de limites normais e não haja proteinúria significativa, a pré-eclâmpsia ainda pode se manifestar sem sintomas clínicos evidentes, especialmente em contextos de RCIU.

Agora, vamos discutir por que as outras alternativas estão incorretas:

B - RCIU precoce com síndrome hipertensiva gestacional. O RCIU precoce tipicamente ocorre antes de 32 semanas. Além disso, a paciente não apresenta hipertensão significativa ou novo quadro de hipertensão após 20 semanas, característica da síndrome hipertensiva gestacional.

C - Sofrimento fetal agudo com hipertensão arterial crônica. O sofrimento fetal agudo não é indicado apenas por diástole zero e peso no percentil 3, mas por alterações agudas e graves nos sinais vitais do feto, o que não é o caso aqui. Além disso, a paciente nega comorbidades, sugerindo que não há hipertensão crônica.

D - Sofrimento fetal crônico com eclâmpsia. A eclâmpsia é caracterizada por convulsões em mulheres com pré-eclâmpsia. A paciente está assintomática e não apresenta sinais de eclâmpsia, como convulsões ou sintomas neurológicos.

E - Feto pequeno para a idade gestacional com pré-eclâmpsia sobreposta. Um feto pequeno para a idade gestacional (PIG) é diferente de RCIU, que tem mais a ver com comprometimentos patológicos. O contexto é mais compatível com RCIU do que apenas PIG. Além disso, pré-eclâmpsia sobreposta implica em uma hipertensão pré-existente, que a paciente não possui.

Essas análises baseiam-se em diretrizes obstétricas atualizadas, como as da SBP e OMS, que enfatizam a importância do monitoramento fetal em gestações complicadas por RCIU e alterações no Doppler.

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