Sobre a candidíase, é correto afirmar que:

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Q3577675 Odontologia
Sobre a candidíase, é correto afirmar que:
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Tema central: Candidíase oral é uma infecção oportunista por Candida (principalmente C. albicans) que coloniza a cavidade bucal e prolifera em situações de desequilíbrio do hospedeiro. Formas clínicas clássicas: pseudomembranosa (“sapinho”), eritematosa/atrófica, hiperplásica crônica e queilite angular (perléche). Localizações usuais: mucosa jugal, dorso da língua, palato e comissuras labiais. Fonte: Neville – Oral & Maxillofacial Pathology; UpToDate (Oral candidiasis in adults and children).

Gabarito: D

Justificativa (D): Higiene bucal deficiente, xerostomia, desnutrição e anemia ferropriva reduzem mecanismos de defesa locais (fluxo salivar, barreira epitelial, imunidade de mucosa) e sistêmicos, favorecendo a transição de levedura para formas invasivas (hifas/pseudohifas). Em crianças, somam-se uso recente de antibiótico, corticoide inalatório sem bochecho, uso de chupetas e imaturidade imune. Evidência: UpToDate; Neville; OMS/CDC em infecções oportunistas.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Gengiva marginal livre não é o sítio mais frequente. As apresentações típicas acometem mucosa jugal, língua e palato. Envolvimento gengival é incomum. (Neville)
  • B) A candidíase é, na verdade, a micose superficial mais comum da cavidade bucal. Portanto, não é a “menos comum”. (UpToDate)
  • C) Em crianças, a forma pseudomembranosa (“sapinho”) é a mais comum, com placas brancas removíveis deixando leito eritematoso. Logo, não é a menos comum. (SBP/UpToDate)
  • E) O diagnóstico é clínico, apoiado por exame citológico (KOH, Gram) ou PAS mostrando leveduras/pseudohifas; cultura pode ser útil em casos recorrentes. Exames de imagem não têm papel no diagnóstico das variantes de candidíase oral. (UpToDate; Neville)

Diagnóstico prático: placas brancas removíveis (pseudomembranosa) ou eritema doloroso/burning (eritematosa), fissuras nas comissuras (queilite angular). Confirmar com esfregaço KOH ou Gram se necessário. Avaliar fatores predisponentes (antibióticos, corticoide inalatório, hipossalivação, anemia/ferro).

Tratamento (conduta de prova): corrigir fatores predisponentes; antifúngicos tópicos (nistatina suspensão 100.000 UI/mL, 4x/d por 7–14 dias; miconazol gel) e, se refratário ou extenso, fluconazol 100–200 mg/d por 7–14 dias. Higienizar próteses, bochecho após corticoide inalatório. Referências: UpToDate; diretrizes CDC/OMS para candidíase mucosa.

Pegadinhas de prova: confundir “local mais frequente” com gengiva; afirmar que “sapinho” é raro em crianças; sugerir “exame de imagem” para lesão de mucosa. Foque em: clínica típica + fatores de risco + confirmação simples por citologia.

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