A prevenção do câncer de colo uterino, em seus cinco níveis...
Em relação a esses quesitos de prevenção e tratamento, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: prevenção do câncer do colo do útero ao longo do continuum de cuidado: conhecer fatores de risco/HPV, rastreamento, diagnóstico (citologia, HPV e colposcopia), tratamento de lesões precursoras (CIN/NIC) e condutas em doença invasora/paliativos. Termos-chave: LSIL/HSIL (citologia – sistema Bethesda) e CIN/NIC 1-3 (histologia).
Alternativa correta: D – HSIL na citologia em mulheres dentro das diretrizes de rastreamento deve ser encaminhado à colposcopia (e, em alguns cenários, considera-se tratamento excisional expedito). Isso alinha-se às recomendações FIGO/OMS/ASCCP para manejo de alto risco de doença ≥CIN2.
Por que está certa? HSIL indica alta probabilidade de CIN2/3. A colposcopia permite localizar e biopsiar áreas suspeitas para confirmar o grau da lesão e definir tratamento (ex.: excisão tipo LEEP). Referências: FIGO global guidance; OMS 2021 (screen-and-treat em contextos de HPV positivo/triagem) e ASCCP 2019 (manejo baseado em risco).
Análise das incorretas
- A – Afirma que a maioria das infecções agudas pelo HPV causa lesão de alto grau e que apenas ~10% regridem. Falso: a maioria é transitória e clareia espontaneamente em 6–24 meses (70–90%), e apenas uma minoria progride a CIN2/3. Fontes: OMS 2021; UpToDate; MS-Brasil.
- B – Diz que o rastreamento começa após a primeira relação sexual, independentemente da idade. Falso: diretrizes não recomendam rastrear adolescentes logo após o início sexual. OMS 2021 sugere iniciar aos 30 anos (25 anos em populações especiais, ex.: HIV); no Brasil, citologia entre 25–64 anos. FIGO acompanha esse racional de evitar sobrediagnóstico em jovens.
- C – Inverte os níveis diagnósticos. LSIL/HSIL são termos citopatológicos (Bethesda), enquanto NIC/CIN 1-3 são histopatológicos. Portanto, a assertiva está trocada.
- E – Propõe, com margem comprometida após tratamento de NIC2/3, apenas seguimento anual por 3 anos com citologia/colposcopia. Inadequado: recomenda-se reavaliação precoce (≈6 meses) com teste de HPV (preferencial) ± colposcopia e considerar re-excisão conforme risco e desejo reprodutivo. Vigilância exclusivamente anual posterga o diagnóstico de persistência. Fontes: ASCCP 2019; OMS 2021; MS-Brasil.
Dicas de prova
- Associe LSIL/HSIL ↔ citologia e CIN/NIC ↔ histologia.
- Desconfie de enunciados que iniciam rastreamento logo após a primeira relação em qualquer idade.
- Em HSIL, pense em colposcopia imediata e alto risco de CIN2/3.
Referências: OMS Guideline for screening and treatment of cervical pre-cancer (2021); FIGO global guidance; ASCCP Risk-Based Management (2019); Ministério da Saúde – Diretrizes brasileiras para rastreamento do câncer do colo do útero.
Gabarito: D.
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